Economia

"Sinto que fui injustiçado", diz Granadeiro

"Sinto que fui injustiçado", diz Granadeiro

O ex-presidente da PT, Henrique Granadeiro, admitiu esta quarta-feira estar "magoado, ou mais do que isso," pelos investimentos que a PT SGPS fez no Grupo Espírito Santo e que acabaram por não ser reembolsados, ditando o seu afastamento da empresa.

"Isto que aconteceu foi o pior que podia acontecer à minha carreira. Isto liquidou a minha carreira e sinto que fui injustiça do porque alguém tinha que me dar sinais", disse, esta quarta-feira, em resposta ao deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim, que lhe perguntou se não se sentia "enganado" por Ricardo Salgado, com quem já admitiu ter uma relação de proximidade.

"No fim não foi a PT que fez cair o BES. Foi o BES que fez cair a PT", disse, em resposta ao deputado. "Obviamente que estou magoado, ou mais do que isso", disse.

O ex-chairman da PT voltou a apontar o dedo a Amílcar Morais Pires e Joaquim Goes, simultaneamente administradores da PT e do BES, que nada lhe disseram sobre a situação do Grupo, nem o alertaram para os riscos, quando em fevereiro de 2014 decidiu aplicar 200 milhões de euros na Rioforte.

"Alguém tinha que me dar sinais", disse.

Henrique Granadeiro já assumiu a responsabilidade pela aplicação de 200 milhões de euros da PT SGPS feita em fevereiro na Rioforte, mas declinou responsabilidades na aplicação de 697 milhões.

A deputada do BE, Mariana Mortágua, perguntou lhe que avaliação foi feita para decidir essa aplicação e se ela foi feita a pedido de Ricardo Salgado, o que Granadeiro negou.

"Nunca combinei com o doutor Ricardo Salgado uma única operação, nem essa nem nenhuma outra", disse, admitindo, contudo, que "havia uma confiança alicerçada em 13 anos de operações sem uma única falha" e que o BES era um "parceiro estratégico" da PT.

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