Óbito

As reações à morte de Américo Amorim

As reações à morte de Américo Amorim

O empresário Américo Amorim morreu esta quinta-feira, aos 82 anos.

Associação Comercial do Porto

O presidente da Associação Comercial do Porto (ACP) reconheceu a influência exemplar que o empresário Américo Amorim exerceu sobre a iniciativa privada no país.

Em comunicado, Nuno Botelho destaca o contributo do fundador do Grupo Amorim "para o desenvolvimento da iniciativa privada em Portugal" e aponta-o como "um exemplo para todos os empresários portugueses".

Autarquia de Santa Maria da Feira

"Como qualquer ser humano, Américo Amorim estava sujeito à influência da idade e do tempo, mas a diferença é que continuará a viver na nossa memória por muitos séculos por ter sido uma figura ímpar e um modelo de empresário e cidadão exemplar", afirmou Emídio Sousa, em declarações à Lusa.

Para o também presidente do Conselho Metropolitano do Porto, esse reconhecimento deve-se ao facto de Américo Amorim "ter sabido colocar as suas qualidades ao serviço da comunidade e ter transformado completamente a indústria da cortiça portuguesa, fazendo dela uma referência mundial".

Por esse "trabalho absolutamente extraordinário e notável", a sua morte constitui "uma grande perda para a Feira, para a região - que também marcou indelevelmente - e ainda para o país".

Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República lamentou a morte de Américo Amorim e recordou-o como um empresário "persistente e, muitas vezes, visionário" que "marcou, de modo inabalável", setores da vida económica portuguesa como o da cortiça.

Numa nota divulgada no portal da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa "apresenta à sua família sentidos pêsames institucionais e pessoais". O chefe de Estado refere que "Américo Amorim atravessou, com a sua carreira empresarial, mais de meio século de vida portuguesa".

"Empreendedor, determinado, persistente e, muitas vezes, visionário, marcou, de modo inabalável, sectores da vida económica, como o da cortiça, e culminou o seu percurso com posição decisiva no domínio petrolífero", acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa.

Galp lembra "líder ímpar" e "homem de exceção"

A Galp lamentou o falecimento de Américo Amorim, antigo presidente da entidade, sublinhando o seu legado de "líder ímpar" e definindo-o como um "homem de exceção".

"Américo Amorim ficará para sempre como referência e um líder ímpar, que acreditou e se dedicou pessoalmente a garantir uma visão e um futuro próprio para o projeto da Galp. Foi um homem de exceção, a quem o país deve uma capacidade invulgar de empreendedorismo que projetou Portugal no mundo", vinca a entidade, em nota de pesar enviada esta tarde às redações.

Associação Portuguesa da Cortiça

A Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR) elogiou o legado de inovação de Américo Amorim, reconhecendo que o empresário falecido esta tarde aos 82 anos "via oportunidades onde outros só viam dificuldades".

Expressando o "mais profundo pesar" pela sua morte, a APCOR descreve o fundador do Grupo Amorim como uma personalidade que "marcou de forma incontornável o setor da cortiça em Portugal e no mundo, reconhecendo-o como responsável por "um legado de inovação e expansão" nessa área.

"Deixou-nos a maior referência da indústria da cortiça", declara João Rui Ferreira, presidente da associação que também já foi dirigida pelo próprio Américo Amorim.

"Via oportunidades onde, durante muito tempo, outros só viam dificuldades, e ousou sempre ir mais além, catapultando o setor para o lugar cimeiro que hoje ocupa e olhando sempre para o mundo como espaço de afirmação da cortiça", realçou.

AEP

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) descreveu o empresário Américo Amorim como um exemplo de "inequívoco empreendedorismo" pela afirmação da Corticeira Amorim como principal produtora de cortiça no mundo.

"A AEP presta a sua sentida homenagem a uma figura incontornável da vida empresarial portuguesa", diz o comunicado da estrutura.

Para a AEP, Américo Amorim "deixa um exemplo de inequívoco empreendedorismo no plano nacional e internacional, por se ter tornado o empresário com a principal produtora e exportadora de cortiça do mundo".

Vodafone

Vodafone Portugal lamentou esta sexta-feira a morte do empresário Américo Amorim, sublinhando "o seu contributo determinante para o desenvolvimento do país e, em particular, para o progresso incontestável do setor das telecomunicações".

"Américo Amorim foi um dos principais acionistas fundadores da Telecel em 1991, criando as condições essenciais para a atribuição da licença ao segundo operador móvel que viria a revolucionar rapidamente a forma como os portugueses comunicavam. A elevada competência revelada no cargo de primeiro presidente do Conselho Geral da Telecel foi igualmente demonstrativa do seu empenho", sublinha a empresa, em nota de pesar enviada esta tarde às redações.

António Costa

O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que o empresário Américo Amorim foi um exemplo de "iniciativa constante" e que Portugal lhe deve a confiança que sempre manifestou nos portugueses, investindo e acreditando "quando outros esmoreciam".

Na sua mensagem, o primeiro-ministro frisou que Américo Amorim "mostrou sempre a característica dos empreendedores de permanente insatisfação e de procura de novas oportunidades, estendendo a sua atividade a múltiplos setores e empresas".

"Foi um exemplo de iniciativa constante, empreendendo e acreditando quando outros esmoreciam. Devemos-lhe, acima de tudo, a confiança que sempre mostrou em Portugal e nos portugueses, onde investiu e continuou a investir, e onde manteve a sede dos seus negócios, apesar de ter construído um grupo de nível mundial", apontou também António Costa.

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