Economia

China não tenciona desvalorizar moeda

China não tenciona desvalorizar moeda

O vice-presidente chinês Li Yuanchao afirmou na quinta-feira em Davos que a China não tenciona desvalorizar a sua moeda, o yuan, que caiu este mês 1,4% face ao dólar, numa depreciação que perturbou os mercados.

"As flutuações no mercado cambial são o resultado das forças do mercado e o Governo chinês não tem intenção ou políticas para desvalorizar a sua moeda", afirmou Li à agência Bloomberg, à margem do Fórum Económico Mundial.

Em agosto passado, o yuan caiu quase 5%, na maior desvalorização do género em mais de duas décadas, que despertou o receio de que Pequim almeje uma guerra cambial, visando aumentar a competitividade das suas exportações.

"Algumas flutuações recentes na economia chinesa e no seu mercado de capitais e cambial provocaram uma reação exagerada entre a comunidade internacional", afirmou Li.

"Espero que o mundo tenha mais confiança na China", acrescentou.

A economia chinesa registou em 2015 o ritmo de crescimento mais baixo dos últimos 25 anos (6,9%), mas dentro da meta fixada pelo governo - "cerca de 7%".

Li realçou que "uma moderação no ritmo de crescimento é consoante com os princípios da economia".

As vendas líquidas de divisas realizadas pelos bancos chineses em 2015 fixaram-se em 466 mil milhões de dólares, segundo dados da Administração Estatal de Divisas da China, publicados hoje na imprensa estatal.

Os dados revelam um défice no comércio de divisas e consequente fuga de capital no país, em contraste com o "superavit" registado em 2014 (125800 milhões de dólares) e 2013 (270200 milhões de dólares).

A bolsa de Xangai, principal praça financeira do país, recuou quase 20% desde o início do ano e encerrou ontem com o valor mais baixo dos últimos 12 meses.

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