Economia

Congelado o investimento no Metro do Porto

Congelado o investimento no Metro do Porto

Os planos de expansão do metro do Porto, que actualmente tem um passivo de 2,1 mil milhões de euros, implicam um investimento de 1,2 mil milhões de euros. O concurso deveria ter sido lançado até o final do ano passado, mas o processo continua congelado pelo Governo.

Perante este cenário, o presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, admitiu ontem, no fim da reunião deste organismo, que vai pedir aos ministros das Obras Públicas e das Finanças uma reunião para saber a "exequibilidade" de investimento na segunda fase do metro.

Em cima da mesa está a questão do prolongamento da linha Amarela, em Gaia, até Vila d'Este (200 milhões de euros), a segunda linha de Gondomar, (200 milhões), a linha de S. Mamede, que vai ligar Matosinhos ao Pólo Universitário (300 milhões de euros) e a linha do Campo Alegre (400 milhões de euros).

A avaliação financeira da Empresa do Metro foi feita por dois elementos da Comissão Executiva, que ontem marcaram presença na reunião da JMP. "Tem um passivo de 2100 milhões de euros e tem uma verba a fundo perdido de 709 milhões de euros (pouco mais de 20% do investimento feito até à data)", disse o presidente da JMP.

No entender de Rui Rio, é importante "impor-se o aumento do fundo perdido", na exacta medida que "os transportes públicos não só não pagam o investimento, como a receita também não paga os custos de exploração".

O presidente da JMP explicou ainda que os 16 autarcas que compõem a Área Metropolitana do Porto estão "disponíveis para entenderem que a situação do país não permite que se façam as quatro linhas". Todavia, sublinhou, "a JMP não admite é que essa posição não seja igual para o resto do país, designadamente para os investimentos em torno da capital".

Neste contexto, Rio lembrou que está ainda a faltar a linha da Trofa, que fazia parte da primeira fase da rede.

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