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CTT prevêem "normalidade no serviço postal" durante greve

CTT prevêem "normalidade no serviço postal" durante greve

Os CTT prevêem "normalidade no serviço postal" durante o dia de greve convocada para segunda-feira pelo sindicato dos trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, o único que não subscreveu o acordo de atualização salarial para 2016.

Em comunicado, os CTT "informam a população da existência de um pré-aviso de greve geral para esta segunda-feira", 28 de março, mas acrescentam que "prevêem normalidade no serviço postal".

"De modo a salvaguardar ao máximo o serviço aos seus clientes, e apesar de não se preverem condicionalismos significativos na atividade postal, os CTT desencadearam os habituais planos de contingência", referem os CTT, liderados por Francisco Lacerda.

Entre estes, destacam, está "a priorização de todo o correio prioritário e EMS [serviço expresso], bem como o correio social (contendo vales de prestações sociais) no dia da greve" e a organização do circuito postal de modo a antecipar a entrega de alguma correspondência.

Os CTT chegaram na quarta-feira a acordo com 10 dos 11 sindicatos para a atualização da remuneração fixa dos seus trabalhadores em 2016.

As atualizações prevêem aumentos de 1,3% nas remunerações até 1250,90 euros, com a garantia de um aumento mínimo de 10 euros neste escalão de rendimentos, mas atingindo um aumento máximo de 1,9% no escalão mínimo da tabela salarial.

As remunerações entre 1250,91 euros e 1872,70 euros contarão com um aumento salarial de 0,9% e as que se situam entre 1872,71 euros e 2753 euros aumentarão 0,7%, estando previsto o pagamento de retroativos a 01 de janeiro.

O acordo alcançado entre a administração e os restantes sindicatos define que o aumento de 1,3% abrange 8.000 trabalhadores, a subida de 0,9% abrange 1.600 trabalhadores e a de 0,7% aplica-se a 350 trabalhadores.

Todos os sindicatos dos trabalhadores dos CTT chegaram a acordo com a administração dos Correios quanto aos aumentos salariais, à exceção do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), que considera o aumento salarial proposto pela administração dos CTT "ofensivo", mantendo por isso a greve de 28 de março.

"A proposta de aumentos salariais é ofensiva, tendo em atenção que o presidente do Conselho de Administração dos CTT ganha um milhão de euros por ano", apontou na quarta-feira o secretário-geral do SNTCT, Vítor Narciso, explicando que o que seria "razoável" para o sindicato seria um aumento "nunca menor a 2%".

"Os trabalhadores não tiveram aumentos salariais em seis anos, perderam o poder de compra devido à inflação e aumento de impostos e agora é proposto este aumento de 10 euros, que representa 33 cêntimos por dia", afirmou então o secretário-geral do SNTCT, sindicato que afirma representar "5.200 trabalhadores, ou seja, quase 50%" dos funcionários do grupo CTT.

Além da greve, o sindicato vai "fazer um pedido de conciliação ao Ministério do Trabalho", estando a ser ponderada uma semana de luta entre 25 e 29 de abril.

A assembleia-geral anual dos acionistas dos CTT está agendada para 28 de abril.

O SNTCT, adiantou Vítor Narciso, representa carteiros, trabalhadores do atendimento e quadros médios e superiores da empresa.

No final do ano passado, o SNTCT tinha proposto um aumento de 4% dos salários em 2016, com subida mínima de 35 euros.

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