Economia

Défice orçamental terá ficado nos 7,4% no 1º trimestre

Défice orçamental terá ficado nos 7,4% no 1º trimestre

O défice orçamental no primeiro trimestre deverá ter sido de 7,4%, estima a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, e que poderá já ter consumido quase 40% do limite para o total do ano.

"Condicional à informação disponível, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que o défice das Administrações Públicas se tenha situado em cerca de 7,4% do PIB no primeiro trimestre de 2012", afirma a UTAO numa nota de análise a que a Agência Lusa teve acesso.

A unidade alerta que esta se trata de uma estimativa aproximada para o valor que as autoridades estatísticas vão apurar até ao final de junho, e que apesar de ainda não serem completos permitem já ter uma ideia do nível do défice orçamental no primeiro trimestre em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas.

"A confirmar-se esta estimativa, o défice do primeiro trimestre representa já 39,5 por cento do total previsto para o ano 2012, comparativamente aos 42,7 por cento registados em igual período do ano passado. Assinale-se, que em média, no período 2007 a 2011, o défice registado no primeiro trimestre (31,1 por cento) não representou mais de um terço do verificado no conjunto do ano", diz a UTAO.

Caso estas contas se concretizem, o valor seria 2,9 pontos percentuais superiores ao objetivo para a totalidade do ano de 2012, que é de 4,5 por cento do PIB.

Neste sentido, a UTAO sublinha que "o cumprimento da meta para o défice orçamental previsto para 2012 estará fortemente condicionado pelo sucesso das medidas discricionárias de consolidação" e ainda que a estimativa para o défice que apresenta agora "vem confirmar os sinais de alerta que têm vindo a ser referidos pela UTAO em anteriores análises sobre a execução orçamental na ótica da contabilidade pública".

"Com efeito a quebra das receitas de impostos indiretos e de contribuições sociais, a qual se tem vindo a agravar desde o início do ano, origina uma diferença ainda maior entre a ótica de especialização de exercício e a ótica da contabilidade pública. Este facto, aliado à habitual diferença no primeiro trimestre entre os juros pagos e os juros incorridos, origina um ajustamento de dimensão relevante para o défice em contas nacionais", conclui.

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