O Jogo ao Vivo

Grécia

"Democracia vai ganhar ao medo e às chantagens", diz Tsipras

"Democracia vai ganhar ao medo e às chantagens", diz Tsipras

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, chegou à escola onde vota, em Kipseli, perto do centro de Atenas, cerca das 10.25 horas deste domingo, onde o aguardavam dezenas de jornalistas gregos e estrangeiros. A saída, afirmou estar certo que a "democracia vai ganhar ao medo e às chantagens".

Tsipras voltou a frisar que quer manter a Grécia na União Europeia e realçou que, se os gregos votarem não a "partir de amanhã abre-se um novo caminho para os povos da Europa".

Depois de uma semana dramática, em que os gregos falharam o pagamento ao FMI e os bancos foram encerrados, a Grécia vive hoje um dia histórico que deverá marcar o seu futuro dentro do Euro e a sua relação com o resto dos países da União Europeia. Cerca de 9,9 milhões de gregos foram chamados a dizer se aceitam ou rejeitam as condições impostas pelos credores. A maioria das sondagens aponta para um resultado renhido entre o "sim" e o "não". As urnas abriram às 7 horas e fecham às 19 horas (17 horas em Portugal). Os primeiros resultados deverão ser conhecidos cerca das 21 horas locais.

Na escola onde Tsipras votou, Dimitrius, 56 anos, não tem medo de afirmar que votou "sim" porque quer continuar a fazer parte da Europa. "De uma forma ou de outra, é isso que estamos a decidir. Amanhã queremos estar na Europa com um mau acordo ou sozinhos e sem qualquer futuro?", questiona. Dimitrius vive no mesmo bairro que Tsipras, já o encontrou diversas vezes na rua, acredita na sua honestidade, mas considera-o inexperiente nas negociações. "Acha que pode levar a Europa por outro caminho, mas esquece-se que só quem está na Europa pode mudá-la", refere.

Para Manuela, 38 anos, a decisão foi "muito difícil". Votou "não" porque acredita que é impossível continuar a concordar com uma Europa que não respeita a dignidade dos gregos. Ainda assim, está apreensiva com os resultados. "Penso que toda a gente está com medo do que aí vem", conclui a professora.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado