Economia

"Eurogrupo não está preparado para dar tratamento igual" a Portugal

"Eurogrupo não está preparado para dar tratamento igual" a Portugal

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse, esta segunda-feira, acreditar que os ministros das Finanças da zona euro não estão preparados para dar a Portugal e à Irlanda as mesmas condições recentemente acordadas para o empréstimo grego.

"Não penso que o Eurogrupo esteja preparado para dar tratamento igual, equivalente a estes dois países", afirmou Jean-Claude Juncker, na conferência de imprensa no final da reunião do Eurogrupo, quando questionado sobre a possibilidade de Portugal e a Irlanda poderem beneficiar das novas condições acordadas, na semana passada, para o empréstimo à Grécia.

O presidente do Eurogrupo disse ainda que o assunto não foi discutido na reunião de hoje dos ministros das Finanças, que decorreu na capital belga.

Na semana passada, a zona euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo sobre a revisão da ajuda à Grécia. Na altura, Juncker indicou que os outros países sob programa, Portugal e Irlanda, deveriam também beneficiar das novas regras para os empréstimos concedidos à luz do Fundo Europeu de Estabilização Financeira.

Esta segunda-feira, Juncker disse que percebeu mal a questão que lhe foi colocada semana passada sobre a possibilidade de Portugal vir a beneficiar da mesmas condições do que a Grécia, salientando que o que quis dizer era que Portugal e a Irlanda não iam participar no novo programa grego.

Também o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, desvalorizou, em Bruxelas, a possível extensão a Portugal de algumas das novas condições de empréstimo concedidas à Grécia, apontando que o Governo está atento a essa oportunidade, mas que a mesma foi excessivamente dramatizada por "mal entendidos".

Sobre o programa de ajustamento português, o presidente do Eurogrupo afirmou que está "no caminho certo", salientando que foram "alcançados progressos" na consolidação orçamental e que o programa de privatizações está "no bom caminho".

Tendo por parte esta avaliação, o Eurogrupo deu "luz verde" ao desembolso da próxima parcela do empréstimo a Portugal, no valor de 2,5 mil milhões de euros, em janeiro.

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