Exportações

Exportações crescem 1,1% e importações caem 1,2%

Exportações crescem 1,1% e importações caem 1,2%

As exportações aumentaram 1,1% e as importações diminuíram 1,2% no trimestre terminado em novembro, face ao período homólogo, o que se refletiu num recuo do défice da balança comercial para 2529 milhões de euros.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a diminuição de 326,3 milhões de euros do défice, em relação ao período homólogo, traduziu-se num aumento da taxa de cobertura para 83,7% (+1,9 pontos percentuais em termos homólogos).

Em termos das variações homólogas mensais, em novembro de 2015 as exportações de bens cresceram 4,5% em resultado da evolução registada no comércio intra-UE (União Europeia) e as importações aumentaram 1,2%, em ambos os casos devido à evolução registada no comércio intra-UE (União Europeia).

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, em novembro as exportações aumentaram 7,7% e as importações subiram 4,5% (respetivamente -0,5% e +1,2% em outubro de 2015).

Já no que se refere às variações face ao mês anterior, em novembro de 2015 as exportações diminuíram 4,8%, principalmente devido ao comércio extra-UE, enquanto as importações decresceram 5,5%, em resultado sobretudo da evolução das importações intra-UE.

Analisando apenas o comércio intracomunitário, no trimestre terminado em novembro as exportações aumentaram 7,4% e as importações estabilizaram face ao período homólogo, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 80,7% e um défice de 2.307,1 milhões de euros.

No mês de novembro, a variação homóloga das exportações intra-UE foi de 9,3% (+5,5% no mês anterior), traduzindo acréscimos na quase totalidade dos grupos de produtos, com destaque para o aumento nas máquinas e aparelhos, enquanto as importações aumentaram 1,9% (-2,1% no mês anterior), devido sobretudo à evolução nos veículos e outro material de transporte (em especial automóveis de passageiros).

Em relação ao mês anterior, em novembro de 2015 as exportações para países intra-UE diminuíram 2,3%, numa evolução generalizada a quase todos os grupos de produtos, mas em especial nas máquinas e aparelhos, sendo que as importações diminuíram 5,7%, refletindo reduções em quase todos os grupos de produtos, sobretudo nos produtos agrícolas (nomeadamente azeite e sementes de girassol, mesmo trituradas).

No que se refere ao comércio extra-UE, no trimestre terminado em novembro as exportações diminuíram 13,7% e as importações decresceram 5,1%, em termos homólogos, o que resultou num défice de 221,9 milhões de euros e numa taxa de cobertura de 93,8%.

Segundo o INE, excluindo os combustíveis e lubrificantes as exportações extra-UE diminuíram 12,0% e as importações aumentaram 17,5%, tendo o saldo da balança comercial extracomunitária com exclusão deste tipo de bens atingido um excedente de 736,5 milhões de euros, a que correspondeu uma taxa de cobertura de 133,6%.

Considerando apenas o mês de novembro, as exportações para os países terceiros diminuíram 7,6% face a novembro de 2014 (-18,9% no mês anterior), sobretudo em resultado do comportamento dos combustíveis minerais (em especial fuelóleos e gasolinas), metais comuns (nomeadamente barras de ferro ou aço não ligado) e produtos agrícolas.

Já as importações extra-UE diminuíram 1,0% (-9,9% no mês anterior), essencialmente devido aos combustíveis minerais (em especial óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos e fuelóleos).

Em termos de variações mensais, em novembro passado as exportações extra-UE diminuíram 11,6% face a outubro de 2015, numa evolução generalizada à quase totalidade dos grupos de produtos, mas com destaque para os contributos dos combustíveis minerais, produtos agrícolas e matérias têxteis.

Quanto às importações de países extra-UE, decresceram 4,7%, devido sobretudo aos combustíveis minerais.

De acordo com o instituto estatístico, a redução registada nas importações extra-UE de combustíveis minerais, tanto em termos da variação homóloga como da variação mensal, resultou do comportamento do preço de importação do petróleo bruto (crude), que em novembro registou o preço mais baixo desde maio de 2009, dado que as quantidades importadas aumentaram.

Numa análise por grandes categorias económicas, no trimestre terminado em novembro de 2015, o INE destaca o material de transporte e acessórios (+13,0%) como a categoria que mais contribuiu para o aumento homólogo global registado nas exportações, sendo que na categoria de combustíveis e lubrificantes se verificou o maior decréscimo (-22,8%).

No que se refere às importações, a maior redução registou-se também nos combustíveis e lubrificantes (-28,8%), enquanto o maior acréscimo se verificou na categoria do material de transporte e acessórios (+12,4%).

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