Economia

Grécia admite saída do euro se não receber 130 mil milhões

Grécia admite saída do euro se não receber 130 mil milhões

O governo grego admitiu esta terça-feira que o país terá que abandonar o euro se não receber uma nova tranche da ajuda internacional no valor de 130 mil milhões de euros.

"Se o resgate acordado no final de Outubro não for concretizado, estaremos fora do euro", disse um porta-voz do Governo grego, à Skai TV, citado pela Associated Press.

De acordo com Pantelis Kapsis, as negociações que vão decorrer nos próximos meses com os responsáveis pela monitorização da ajuda financeira externa -- da União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - vão "determinar tudo", reconhecendo que pode ser necessário reforçar as medidas de austeridade para cumprir as metas exigidas pela 'troika'.

Uma missão da 'troika' internacional é esperada novamente em Atenas, em Janeiro, para avaliar os progressos do país para ultrapassar a crise da dívida soberana.

A Grécia recebeu uma primeira tranche de 110 mil milhões de euros, em maio de 2010, tendo o governo imposto medidas de austeridade para estancar a crise da dívida soberana.

Já a Comissão Europeia reiterou esta terça-feira, na primeira conferência de imprensa do ano, que não existe nenhum plano em cima da mesa para o abandono de países da zona euro.

Questionado sobre uma eventual saída da Grécia em caso de incumprimento dos programas de assistência financeira acordados, um porta-voz do executivo comunitário, Olivier Bailly, sublinhou que "não há nenhum plano para a saída de membros da zona euro em 2012 e adiante".

Na sua mensagem de ano novo, o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, alertou a população do país para as dificuldades que 2012 trará, avisando que é necessário um grande esforço colectivo para evitar o colapso económico e a saída da zona euro.

"Um ano muito difícil, marcado por medidas duras, mas necessárias, está a terminar, e vai começar mais um ano muito complicado", avisou o responsável na mensagem de novo ano, acrescentando que os gregos têm que "continuar os seus esforços com determinação, de forma a que a crise não gere um colapso catastrófico".

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