Economia

Impostos e asfixia das PME esmagam salários no Norte

Impostos e asfixia das PME esmagam salários no Norte

No espaço de um ano, os salários líquidos na Região Norte caíram 11 euros, o dobro relativamente à média nacional (menos 5 euros). O ordenado médio na região está agora nos 741 euros contra 803 no país.

O boletim do segundo trimestre "Norte Conjuntura", divulgado esta segunda-feira pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte demonstra o "abrandamento da atividade económica de toda a Região Norte", na opinião do economista Óscar Afonso e o "aumento das desigualdades entre a região mais pobre e o resto do país", na opinião de Manuel Caldeira Cabral, professor da Universidade do Minho.

A diminuição do salário líquido dos trabalhadores por conta de outrem, que no Norte foi de 2,1% (menos 11 euros) face ao trimestre homólogo de 2012, enquanto que, a nível nacional, foi de apenas 1,2%(menos 5 euros), será, na opinião de Óscar Afonso, um reflexo da "carga fiscal sobre os trabalhadores do setor privado, que se concentram mais no Norte e que, no ano passado, não tinham sido afetados da mesma forma que a Função Pública". Por outro lado, o economista Manuel Caldeira Cabral teme que esta quebra nos salários no Norte signifique que "as empresas exportadoras estarão a ser mais afetadas e, por conseguinte, não conseguem manter os salários". Apesar da ligeira descida do desemprego no Norte face ao primeiro trimestre (-0,6 pontos percentuais), o economista acredita que a atividade económica abrandou devido "ao ajustamento que está a ser feito, porque devia haver mais investimento onde estão as empresas exportadoras e maior redução da despesa em Lisboa". O crescimento das exportações também abrandou para 3% no Norte (há um ano, cresciam 7,2% no trimestre).

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