Economia

PCP diz que orçamento será a "ruína" de milhares de pequenas empresas

PCP diz que orçamento será a "ruína" de milhares de pequenas empresas

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou esta sexta-feira que a aprovação do Orçamento do Estado para 2013 significará a "ruína" de milhares de pequenas empresas e, com ela, o desemprego de milhares de portugueses.

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas no final de uma reunião com a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), na sede do PCP, em Lisboa.

O líder comunista disse que estes empresários "sentem que a aprovação deste Orçamento, particularmente no plano fiscal e no ataque às condições de vida dos portugueses, pode significar para muitos e muitos pequenos empresários a ruína e a falência e situações sociais dramáticas".

Jerónimo de Sousa destacou a situação de setores como o da restauração, da construção civil ou do comércio, lembrando que o aumento da carga fiscal em 2013 é para as empresas "e para quem trabalha", o que significará também "menos clientes e menos consumo".

O PCP, sublinhou, apresentou várias propostas de alteração ao Orçamento proposto pelo Governo para responder a estas preocupações, mas a maioria PSD/CDS no Parlamento não mostra abertura para as acolher.

"Há um grande bloqueio por parte desta maioria empedernida que não tem em conta estas justas aspirações, particularmente em torno do mercado interno, que é disso que estamos a falar. O mercado interno ocupa a maior parte do emprego em Portugal. Quando falamos da ruína destes micro e pequenos empresários, estamos a falar também do desemprego de milhares de trabalhadores, com todas as consequências económicas que isso tem", afirmou.

Jerónimo de Sousa acusou ainda PSD e CDS de terem entrado em "esquemas" para contornar os problemas.

"Entraram por esquemas, criaram uma comissão para o IVA, pensar em relação ao apoio social lá para daqui a dois anos... Enfim, tudo manobras dilatórias não respondendo àquilo que era fundamental. Este é um setor de que este pais precisa como pão para a boca para produzir mais, para criar mais riqueza, para criar mais emprego e, infelizmente, aquilo que estes pequenos e médios empresários - na sua maioria a base de apoio social deste Governo - está a ver é que o seu voto foi traído e que o seu futuro está comprometido", acrescentou.

O presidente da CPPME, João Pedro Soares, explicou que a Confederação pediu audiências a todos os partidos com assento parlamentar, mas até agora só foram recebidos pelo PCP.

João Pedro Soares afirmou que o objetivo é dizer aos deputados que votar a favor deste Orçamento, cuja votação final global está agendada para a próxima terça-feira, 27 de novembro, "é um voto na recessão brutal do próximo ano e anos vindouros".

O presidente da CPPME destacou que as micro e pequenas empresas "não são alvo de diferenciação fiscal positiva, são alvo de diferenciação fiscal negativa" e com o orçamento de 2013 esta situação agrava-se "por vários instrumentos desde o IRC ao pagamento por conta, à derrama e ao pagamento do IVA".

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