O Jogo ao Vivo

Economia

Presidente do Parlamento Europeu quer "governo de tecnocratas" na Grécia

Presidente do Parlamento Europeu quer "governo de tecnocratas" na Grécia

O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, declarou esperar que seja nomeado na Grécia um "governo de tecnocratas" para acabar com "a era Syriza", após uma eventual vitória do 'sim' no referendo grego de domingo.

"Será imperativo realizar novas eleições se o povo grego votar a favor do programa de reformas e, portanto, a favor da manutenção na Zona Euro, e que (o primeiro-ministro grego, Alexis) Tsipras, de forma lógica, se demita", afirmou Schulz numa entrevista ao diário económico alemão "Handelsblatt" publicada esta quinta-feira.

A estabilidade durante o período até às eleições deverá ser assegurada por "um governo de tecnocratas, para que possamos continuar a negociar", acrescentou.

"Se esse governo de transição conseguir alcançar um acordo razoável com os credores, isso será o fim da era Syriza. E a seguir, a Grécia terá novamente uma hipótese", sustentou Schulz.

O presidente do PE abordou igualmente a atuação do Governo de esquerda grego liderado pelo partido Syriza, classificando-o como irresponsável.

"[Alexis Tsipras, é] imprevisível e está a manipular as pessoas na Grécia, o que tem quase um caráter demagógico", defendeu.

"A minha confiança na vontade de negociar do governo grego atingiu neste momento um mínimo absoluto", acrescentou.

Estas declarações contundentes surgem depois de o ministro das Finanças grego, Yanis Varufakis, ter sugerido, na rádio australiana, que o Governo poderia demitir-se em caso de vitória do sim no referendo.

Em tal situação, "deixarei de ser ministro", disse Varufakis, falando a título pessoal.

O Governo do Syriza mantém o seu apelo ao voto no 'não' às exigências dos credores do seu país no referendo do próximo domingo, ao que os europeus responderam excluindo quaisquer negociações sobre um novo plano de ajuda até ao escrutínio.

As negociações entre Atenas e os credores sobre um acordo de "reformas e cortes orçamentais em troca de dinheiro vivo" decorrem sem êxito há cinco meses.

Muitos responsáveis europeus já fizeram do referendo de domingo uma votação sobre a manutenção na Zona Euro.

"Se o não ganhar, entramos num caminho desconhecido", declarou hoje o Presidente francês, François Hollande.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado