Mota-Engil

Proibida venda a descoberto das ações da Mota-Engil

Proibida venda a descoberto das ações da Mota-Engil

A CMVM decidiu ao final da tarde desta segunda-feira proibir a venda a descoberto das ações representativas do capital da Mota-Engil na terça-feira, depois de a empresa ter perdido quase 19% em bolsa.

Num comunicado enviado após o fecho do mercado, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) decidiu "a proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social da Mota-Engil no mercado regulamentado gerido pela Euronext Lisbon [bolsa de Lisboa] (...) com efeitos a partir da meia-noite de 19 de janeiro de 2016 e até às 23.59 horas do mesmo dia".

A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA, na sigla inglesa) será notificada desta decisão da entidade liderada por Carlos Tavares, informa ainda a CMVM.

Esta manhã, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu a negociação das ações da Mota-Engil no índice PSI20, cujos títulos chegaram a cair 21,64% para 1,13 euros, mas depois levantou a suspensão, após a construtora ter informado o mercado de que desconhecia os motivos que poderão justificar a desvalorização.

No esclarecimento, a Mota-Engil referiu que "desconhece qualquer facto que possa minimamente justificar o comportamento da cotação da sua ação" e reiterou que na atividade da engenharia e construção a estratégia passa pela "alienação de ativos com nível elevado de maturidade (nomeadamente nos segmentos das concessões de transporte e logística) e que tem sido efetuada com reconhecido sucesso".

Depois de ter voltado à negociação, a empresa recuperou, mas acabou por encerrar o dia com uma queda ainda acentuada, de 18,59%, fechando a valer 1,17 euros por ação.

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