Despedimentos

PS quer administração do Novo Banco no Parlamento a explicar despedimentos

PS quer administração do Novo Banco no Parlamento a explicar despedimentos

O PS apresentou um requerimento pedindo a vinda ao parlamento do presidente do conselho de administração do Novo Banco e da comissão de trabalhadores da entidade para falarem do "impacto social resultante dos possíveis despedimentos que foram anunciados".

No texto, a que a agência Lusa teve acesso mas que é datado de quinta-feira, um conjunto de deputados socialistas requer também o "envio do estudo de avaliação organizacional, os mapas comparativos entre o número de efetivos existentes e o número de postos de trabalho necessários, e qualquer outro documento relevante neste processo".

A chamada de Eduardo Stock da Cunha, presidente do conselho de administração do Novo Banco, e da comissão de trabalhadores da empresa dá-se após "informações tornadas públicas" que o Novo Banco "vai avançar com um plano de reestruturação que implica a redução, já em 2016, de cerca de mil postos de trabalho, 500 dos quais através de despedimento coletivo", advogam os socialistas.

"No final de 2014, a administração do Novo Banco, através de uma entrevista do Presidente do seu Conselho de Administração, confirmou que a reestruturação interna não seria prioritária, na medida que o Novo Banco já havia procedido a um esforço de redução de balcões. Por outro lado, não tendo passado por fusões ou aquisições, não teria excedentes de trabalhadores", diz também a missiva endereçada ao presidente da comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social, Feliciano Barreiras Duarte.

Entre os deputados do PS que assinam o texto estão nomes como Tiago Barbosa Ribeiro, Luísa Salgueiro, Wanda Guimarães, Joaquim Raposo, Ricardo Bexiga e Sónia Fertuzinhos, entre outros.

A equipa de gestão do Novo Banco esclareceu na quinta-feira que a reestruturação da entidade implica a saída de até 500 trabalhadores em 2016, e não de mil, devido à redução de pessoal já feita nos últimos meses.

Num comunicado interno dirigido aos funcionários do banco, a que a Lusa teve acesso, a administração liderada por Eduardo Stock da Cunha reconheceu "a inevitabilidade de redução de colaboradores", mas destacou que "o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500".

Algumas horas antes, numa nota de imprensa, a Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT) do Novo Banco tinha dito que "o banco terá que reduzir em 2016, cerca de mil postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo".

No documento enviado aos trabalhadores, a administração do Novo Banco realçou que o plano de reestruturação aprovado pela Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia "desdobra-se num conjunto de medidas, com destaque para uma redução de mil colaboradores em 2016 e redução de 150 milhões de euros no total de custos operacionais".

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