O Jogo ao Vivo

CP

Sindicato diz que adesão à greve dos maquinistas da CP é total

Sindicato diz que adesão à greve dos maquinistas da CP é total

A adesão à greve às primeiras duas horas do turno dos maquinistas da CP é total, disse fonte sindical, adiantando que esta quinta-feira de manhã a supressão de comboios situava-se entre os 60 e os 65%.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ), António Medeiros, disse que, apesar de algumas exceções pontuais de gestão de tráfego, a adesão à greve - que começou na segunda-feira e contra a "espoliação dos salários" - é total.

"A supressão de comboios deverá acentuar-se a partir do 12 ou 13 horas altura em que deveriam entrar ao serviço maquinistas que vão repousar fora dos seus locais de trabalho e como a greve atinge também o dia feriado esses trabalhadores já não vão trabalhar. Vai haver uma diminuição acrescida da circulação devido a esse fator", contou.

António Medeiros adiantou ainda que hoje as supressões situam-se entre os 60 e os 65%, admitindo que em algumas linhas possa chegar aos 80%.

"A adesão à greve só demonstra que esta é uma luta sentida, a não resignação às condições a que nos querem sujeitar, à anulação do nosso contrato de trabalho agravado pelas medidas desta administração que tem tido uma atitude de perseguição e de restrição às condições de trabalho dos maquinistas", disse.

No entender do presidente do SMAQ, a administração da CP tem "uma gestão danosa do ambiente laboral na empresa" e "não tem nenhum plano para dar incremento ao caminho-de-ferro mesmo tendo em conta o tempo de restrição em que vivemos".

António Medeiros salientou ainda que a empresa está "fechada" a qualquer tipo de negociação com os trabalhadores", considerando que só a tutela pode pôr cobro à situação.

"Não é muito difícil à tutela pôr cobro à situação, basta nomear uma nova administração para a empresa que tenha condições para diálogo e negociação. Esta já terminou o mandato", concluiu.

Em declarações à agência Lusa hoje de manhã, a porta-voz da empresa, Ana Portela, disse que os serviços urbanos de Lisboa e Porto continuam a ser os mais afetados pela greve dos maquinistas da CP, com mais de 70% de supressões em Lisboa e 50%.

"Hoje às 06:00, e recordo que as primeiras horas da manhã, sobretudo nos serviços urbanos, têm sido sempre os mais difíceis, registamos nos comboios urbanos de Lisboa 30% de comboios realizados, o que significa que 70% foram suprimidos, e no Porto estamos com 50% de supressões", adiantou à Lusa Ana Portela.

Na quarta-feira, os dados relativos às 24:00 indicam, de acordo com Ana Portela, que, de um modo global, realizaram-se 62% de comboios da CP a nível nacional, registando-se 38% supressões.

"Os serviços mais afetados, como tem ocorrido ao longo destes dias, são os comboios urbanos de Lisboa e do Porto. Ainda assim, nos comboios urbanos de Lisboa no fecho do dia tinham sido realizados 44% das circulações e no Porto 60%", disse.

Na sexta-feira, feriado de 5 de outubro em que se comemora a Implantação da República, a greve será total contra as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50% no valor pago por trabalho em dia feriado.

Além da CP, estão previstas para esta quinta-feira greves no Metropolitano de Lisboa e na Rodoviária de Lisboa.

Recomendadas

Conteúdo Patrocinado

Outros conteúdos GM