Economia

Taxas de juro da dívida pública agravam-se

Taxas de juro da dívida pública agravam-se

Os juros exigidos pelos investidores para deter os títulos de dívida soberana portuguesa superam os 8 por cento em cinco prazos e batem máximos históricos em pelo menos três, após a ameaça da Standard & Poor's de novo corte do rating.

As taxas de juro no mercado secundário voltaram a aumentar nas títulos de dívida portuguesa após o corte do 'rating' de cinco bancos portugueses, e duas subsidiárias, pela Standard & Poor's, que deixou ainda a ameaça de um novo corte ao 'rating' da República, que pode chegar ainda esta semana, depois do 'downgrade' em dois níveis aplicado na quinta-feira.

A agência justifica o corte com a recusa no Programa de Estabilidade e Crescimento no Parlamento, a consequente demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, e a opinião desta que a probabilidade de Portugal ter de pedir ajuda financeira internacional ter aumentado.

Às 10.56 horas, de acordo com a Bloomberg, os juros exigidos pelos investidores no mercado secundário superavam os 8 por cento nas linhas vivas com maturidades a três (8,168 por cento), quatro (8,175), cinco (8,633), seis (8,186) e sete (8,125) anos, mantendo-se muito próximos desta barreira nos juros associados às linhas com maturidade a oito, novo, dez e quinze anos.

Os investidores exigiam uma 'yield' (remuneração total exigida pelos investidores para deter os títulos) de 8,63 por cento a cinco anos, com o 'spread' (diferencial) face às bunds (títulos) alemães, referencial para zona euro, a situar-se nos 602,1 pontos base.

A taxa média (média entre todos os preços indicados pelas instituições que disponibilizam dados a esta agência noticiosa) situava-se nos 8,634 por cento, também aqui o mais alto valor desde a entrada no euro.

A dez anos, a 'yield' exigida situava-se nos 7,826 por cento, e o 'spread' face aos títulos alemães situava-se nos 452,2 pontos base, enquanto a dois a taxa exigida negociava nos 7,07 por cento, e o 'spread' agravava-se para 532,4 pontos base.

Também nestes dois prazos, as taxas exigidas batiam máximos desde 1999.

As taxas exigidas pelos títulos a oito (7,993 por cento), nove (7,932), dez (7,826) e quinze anos (7,937) também se encontram muito próximas de ultrapassar a barreira dos oito por cento.

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