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Três greves lançam o caos na hora de ponta em Lisboa

Três greves lançam o caos na hora de ponta em Lisboa

Ao quarto dia de greve dos maquinistas da CP, juntaram-se, esta manhã de quinta feira, paralisações no Metro e Rodoviária de Lisboa. O caos instalou-se rapidamente nas ruas da capital.

Lisboa acordou ao som de buzinadelas contínuas e com as ruas cheias de gente a caminhar para o emprego ou escola.

Dos transportes públicos, apenas os autocarros da Carris estão a funcionar, mas, tal como o JN constatou, não conseguem dar resposta ao acréscimo de utentes.

"Estou aqui há 45 minutos, já passaram vários, mas não consegui entrar em nenhum", conta Rafaela Pereira, uma jovem da Guarda, a estudar em Lisboa, junto a uma paragem da Carris em Entrecampos.

Às 8.30 da manha, Entrecampos é uma das zonas mais confusas da cidade. Ali chegam comboios da Linha de Sintra e autocarros da Rodoviária, além da interface com o Metro.

O trânsito está completamente parado, com muitos automobilistas a descarregarem a fúria nas buzinas, causando um ruído que torna a espera ainda mais insuportável.

No meio do caos, a entrada para os autocarros da Carris é feita de forma perfeitamente anárquica. Há muita gente a aproveitar a abertura das portas traseiras para largar passageiros para entrar, empurrando quem lá esta dentro, tentando por todos meios encontrar espaço.

Ainda assim há quem não se conforme e aponte o dedo também aos motoristas da Carris. "Ainda agora passou um onde cabiam seis ou sete pessoas e nem parou", diz Célia Santos.

Ao lado, o marido, Nuno Sampaio, lamenta o gasto extra e as horas perdidas. "Já pagámos 100 euros cada um de passe, e agora temos de pagar autocarro, e para chegar atrasados, correndo o risco de isso nos ser descontado no ordenado", desabafa.

O casal, residente na Margem Sul, em Coina, deixa ainda um repto: "Se a Carris e o Metro se vão fundir, podiam começar já a interligação e não cobrar bilhetes neste dia a quem tem os passes".

Entre a confusão instalada na cidade, há também muito mais gente a recorrer a bicicleta, serpenteando entre os passeios cheios das avenidas.

No geral, a maioria das pessoas com quem o JN falou repete as criticas dos últimos dias a greve dos maquinistas sobretudo. "Tem direito a greve, mas não era preciso ser todos os dias ou todos os meses", desabafa Rafaela Pereira.

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