Economia

Sindicato dos estivadores e operadores do Porto de Lisboa acordam paz social

Sindicato dos estivadores e operadores do Porto de Lisboa acordam paz social

O Sindicato dos Estivadores e os operadores do Porto de Lisboa chegaram, esta sexta-feira, "a um acordo de paz social", anunciou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

"A greve dos estivadores termina hoje e isso justifica os nossos sorrisos", afirmou a governante, em conferência de imprensa, no dia em que os estivadores e os operadores chegaram a uma base de entendimento que permitirá fechar um novo contrato coletivo de trabalho no Porto de Lisboa até 29 de fevereiro.

Desde 14 de novembro, o Sindicato dos Estivadores tem vindo a entregar sucessivos pré-avisos de greve, que se prolongavam pelo menos até 31 de janeiro, que vão agora ser todos retirados, garantiu a governante.

Durante este período, os estivadores não fizeram nenhum dia de greve, por não se verificarem nenhum dos pressupostos para a paralisação, mas as cargas e descargas no Porto de Lisboa faziam-se com dias de atraso, o que levou dois armadores a suspenderem escala nesta infraestrutura.

Em declarações aos jornalistas, Ana Paula Vitorino explicou que o acordo "foi um fenómeno muito importante", ponto um ponto final num conflito que "durava há três anos".

"Estamos a falar de um conflito que durava há três anos, em que as partes já nem se sentavam à mesa para negociar, e foi possível restabelecer a confiança", declarou no final de uma reunião conjunta com os representantes do sindicato de estivadores do Porto de Lisboa, os representantes dos operadores e a presidente da administração do Porto de Lisboa, Marina Ferreira.

A ministra do Mar acredita que o acordo de paz social entre estivadores e operadores vai permitir recuperar os grandes armadores que suspenderam as escalas no Porto de Lisboa e atrair novas empresas.

A governante adiantou estar a ser preparada uma estratégia de diplomacia económica com vista a recuperar a Maersk e Hapag-Lloyd e novos armadores. "Queremos não só recuperar a Maerk e Hapag-Lloyd mas também arranjar outros. Os mesmos com mais trabalho e outros para adicionarem trabalho", afirmou Ana Paula Vitorino.

Depois de a 28 de dezembro, a ministra do Mar se ter sentado à mesa com as duas partes, o grupo de trabalho criado para mediar o conflito laboral, que originou mais de 30 pré-avisos de greve desde 2012, reuniu-se na quinta-feira pela primeira vez, tendo sido suficiente para chegar a uma base de entendimento.

"Está garantido que quer os operadores portuários quer os trabalhadores têm condições para chegar a um bom acordo, a um bom contrato coletivo de trabalho".

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