Economia

Visabeira quer levar Vista Alegre para novos países

Visabeira quer levar Vista Alegre para novos países

A OPA que a Visabeira lançou sobre a Vista Alegre permitiu-lhe ficar com 63,37% da empresa centenária.

O presidente do grupo industrial de Viseu diz que vai manter a VAA em bolsa e continuar com a reestruturação.

"Um sucesso". Foi desta forma que o presidente executivo da Visabeira classificou o resultado da Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Vista Alegre Atlantis (VAA), ontem conhecido. No final da sessão de bolsa de apuramento dos resultados, Paulo Varela adiantou que a empresa de cerâmica continuará cotada, uma vez que 37% do capital continua nas mãos de outros investidores.

Em declarações ao JN, Paulo Varela referiu que um dos objectivo do grupo industrial de Viseu que lidera é levar a Vista Alegre para alguns dos mercados internacionais onde a Visabeira já actua, mas a empresa de cerâmicas não está ainda presente.

"A Vista Alegre é uma marca portuguesa muito forte. Tem presença internacional, mas entendemos que podemos fazer melhor e levá-la para mercados onde ainda não está", referiu o CEO da Visabeira, adiantando que o objectivo é dar seguimento ao plano de reestruturação. A gestão da empresa deverá sofrer agora algumas alterações, no sentido de fazer reflectir o resultado da OPA e a posição maioritária da Cerutil. Na liderança da Administração da empresa de porcelanas e cristais deverá manter-se o actual presidente, Bernardo Vasconcellos e Sousa. A assembleia geral vai ter lugar dentro de cerca de um mês e nessa altura deverão, então, ser conhecidas em detalhe as novas orientações.

A Visabeira, através da Cerutil, já detinha 40,15% da VAA, tendo com esta OPA aumentado a sua participação para 63,37%. Dois dos accionistas que deram ordem de venda foram a CGD e o BCP, ambos com participações de 10% cada um. Tendo em conta o valor oferecido pelos títulos, e a ordem de vendas, a Cerutil vai pagar 2,65 milhões de euros pelas acções adquiridas.

Para Vasconcellos e Sousa - que descende da família que há 185 anos lidera a Vista Alegre -, a oferta lançada pela Visabeira permitirá ajudar a VAA a manter-se como uma das "principais marcas de Portugal". A manutenção da Vista Alegre Atlantis em bolsa teve a ver com o resultado da OPA, já que Paulo Varela tinha admitido retirá-la do mercado bolsista caso ficasse com mais de 90% do capital e o "free-float" fosse reduzido. Como não foi esse o desfecho e o "free-float" ronda os 25%, o CEO precisou que se justifica manter a VAA na Euronext. Os intermediários desta operação foram a Caixa - Banco de Investimento e o BCP.

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