Vitória do PSD não atira José Sócrates ao tapete
Eis uma vitória que causa amargos de boca ao PSD. Conserva o maior número de câmaras, mas os socialistas, com mais votos, recuperam muitas posições. E a margem de manobra de Ferreira Leite, com Menezes à espreita, é reduzida.
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Porto: Rio exige respeito do Governo de Sócrates
Na hora da vitória, Rui Rio falou para o país. O social-democrata, reeleito com maioria absoluta para a Câmara do Porto, exigiu "respeito" do Governo de José Sócrates, incitando-o a olhá-lo como "parceiro para o desenvolvimento" do concelho.
Lisboa: Costa vence com reparo aos que não quiseram coligar-se
De Alegre, Costa recebeu um abraço, ao início da noite, quando ainda não sabia que teria maioria absoluta de mandatos. E um outro de Sócrates, depois de cantar vitória e de dizer que BE e CDU perderam ao não querer unir-se sob a sua liderança.
Felgueiras e Trofa foram as câmaras da mudança
Fátima Felgueiras não ganhou em Felgueiras, a autarquia é, agora, PSD. Outra grande novidade da noite de ontem no distrito do Porto foi a Trofa.
Oeiras: Isaltino repete vitória e reitera que está inocente
Nem a condenação e o espectro da pena de prisão tolheram a popularidade de Isaltino Morais.
PS derrota Narciso mas perde maioria absoluta
Pela primeira vez em Matosinhos, o PS perdeu a maioria absoluta na Câmara Municipal.
Menezes diz que Ferreira Leite deve sair "rapidamente"
Social-democrata renova maioria absoluta, ainda com mais votos do que em 2005. CDU perde lugar na Câmara.
Lisboa: Santana vai ponderar ser vereador
Passavam 20 minutos da meia-noite quando Santana Lopes não pôde adiar o inevitável, deixando para trás quatro horas de muitas contas e nervos: assumir a derrota eleitoral. O social-democrata deixou ainda no ar a dúvida se irá ser vereador.
Lisboa: Luís Fazenda de fora do Executivo não repete resultados do "Zé"
Afinal, o "Zé" fez falta e não foi só a Costa, foi mesmo ao Bloco de Esquerda, que perdeu o único mandato e passou dos 6,82%, alcançados por José Sá Fernandes, em 2007, para os 4,56%. Já para não mencionar outros 10 mil eleitores a mais em 2005, quando o independente liderou, pela primeira vez, a lista dos bloquistas.