"Não vir às urnas nunca é um voto de protesto, é um voto de desistência", afirmou Francisco Louçã aos jornalistas, depois de ter votado na mesa da sua área de residência, instalada num 'stand' de automóveis no cruzamento entre a rua Alexandre Herculano e a rua Camilo Castelo Branco, local onde também vota o primeiro-ministro, José Sócrates.
O coordenador bloquista notou que "no dia das eleições não se apresenta nenhuma razão para o voto [num candidato]", considerando que "o que é importante é que os portugueses possam vir escolher numa situação tão difícil do país".
"Eu não farei nenhum apelo de voto sobre um candidato ou sobre outro, o que é importante é que a democracia decida porque Portugal vive dificuldades importantes e é por isso tão fundamental que o presidente nos próximos cinco anos possa contribuir para ajudar a resolver estes problemas", advogou.
Interrogado sobre a hipótese de se verificar uma abstenção muito elevada, Louçã referiu que se tal acontecer "significa que muitas pessoas escolheram não decidir", mas deixou um apelo.
"Eu acho que, apesar do dia estar frio, é melhor que as pessoas decidam, quando deixamos que os outros decidam por nós ficamos sempre prejudicados", sublinhou.
Sobre se achou a campanha presidencial mobilizadora, Louçã considerou terem havido "aspectos melhores e piores na campanha", mas que "houve candidatos que responderam às suas obrigações, apresentaram um programa, apresentaram alternativas para o que deve ser um presidente e a função presidencial".
"Outros não o terão feito, mas é por isso mesmo, e considerando a sua apreciação de cada um dos candidatos, que os portugueses farão a escolha e escolherão aquele que melhor representa a função de presidente da República", concluiu.