| foto Lisa Soares/ Global Imagens |
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| Ben Harper |
O regresso de Ben Harper ao Sudoeste insere-se na atual digressão do músico, "An acoustic evening with Ben Harper", que celebra 20 anos de carreira. Ao contrário do que se poderia prever, não assistimos a um concerto acústico na íntegra, apesar de Ben Harper ter protagonizado alguns momentos a solo com a guitarra, como em "Another lonely day". O arranque foi feito com o arranhar de guitarras e bateria bem audível, num estilo rock que pontuou parte do espetáculo, dividido entre momentos vibrantes e intimistas.
Entre as surpresas, "Wide open light", música nova que deverá integrar o próximo trabalho do músico - previsto para janeiro de 2013 -; uma versão de "Atlantic city", de Bruce Springsteen; e um "Happy Birthday" timidamente cantado ao seu camionista e a alguém do público que também comemorava o aniversário esta quinta-feira.
O momento alto da noite, e o mais celebrado, foi o dueto de Ben Harper com Vanessa da Mata. Os portugueses conhecem de cor a letra de "Boa sorte/Good luck" e pela primeira vez ao longo da noite a voz do público fez-se ouvir em alto e bom som. Em cima do palco, a cumplicidade entre a brasileira e o norte-americano era mais que evidente: abraços, sorrisos e palavras cantadas em dois idiomas que pareciam fundir-se num só.
| foto DR. |
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| Ben Harper e Vanessa da Mata cantaram juntos "Boa sorte/ Good luck" |
Da Nova Zelândia para Portugal, os Fat Freddy's Drop encheram o palco, com um ritmo a flutuar entre sonoridades de um reggae pleno de incursões por outros géneros. O som dos instrumentos de sopro - trombone, trompeta e saxofone - era exuberante, prendendo a atenção à medida que a banda fundada por Chris Faiumu navegava cada canção.
| foto Lisa Soares/ Global Imagens |
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| Fat Freddy’s Drop |
O regresso de Matisyahu ao Sudoeste alentejano apanhou muitos de surpresa. A imagem de judeu ortodoxo com uma longa barba, cabelo aos canudos e o quipá no topo da cabeça deu lugar a cara lavada, cabelo curto, boné azul e óculos de sol. "É ele? A voz parece-me a dele, mas...", muitos pontos de interrogação surgiam na plateia. É a nova versão de Matisyahu, mas uma nova versão que está longe de ser tão interessante quanto a anterior.