A Galeria JN, no Porto, expõe, de 15 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 2010, as "Ilhas do Desejo" de Agostinho Santos.
A entrada é livre.
Edifício JN, R. Gonçalo Cristóvão, 195 4049-011 Porto. Horário: 2ª a 6ª feira, das 12,30h às 19,30h / Sábados e feriados das 15h00 às 20h00 / Domingo, encerrada.
[1. pintura como obra de arte e de autor]
Toda a obra é uma obra de acto e de autor.
Toda a arte do século XX é a da procura de uma permanência do absoluto fundada no princípio do Novo. Princípio de um projecto que nos permite pensar o artista enquanto corpo falante de um discurso.
Toda a procura da vertigem do absoluto pode ser inscrita na liberdade do acto de pintar, pelo que não é possível separar o autor da obra, ou a obra do autor, sob pena de tal pressuposto conduzir-nos ao paradigma da arte sem artistas, ou de artistas sem arte.
Todo o gesto aspira ser de um absoluto: de um instante do absoluto. Gesto que, repetindo-se na sua acção de persistência, repete-se também na sua adequação processual. Em pintura de inocência, de silêncios e de conflitos, de rastos e de realidades, onde o suporte é o lugar de uma narrativa de todos os lugares. Assim, o gesto localiza-se entre o excesso e a ausência, libertando-se em acontecimento de um fazer. Estratégia de uma imprevisibilidade total: pintura, por isso, de um permanente efémero ou em trânsito, que se discorre entre o desenho e a pintura.
Toda a obra plástica corresponde a um exercício de síntese configurando um princípio de oscilação entre uma ideia de figura e um gesto de matéria, pelo que, e em situação de liberdade absoluta, tanto a autobiografia como a memória possibilitam configurar uma ideia de processo de extrema e radical importância.
Toda a pintura de Agostinho Santos parece aspirar a um dizer do tudo e do todo, por isso, toda a sua pintura é permanente, e sistemática.
Em Agostinho Santos a pintura é simultaneamente (de) liberdade e (de) memória, isto é, uma pintura que (re)orienta o discurso para níveis implícitos e explícitos da representação. Lógica de um discurso como discurso autobiográfico, ou a estratégia de uma pintura que pretende impor-se como discurso por inteiro, de simultaneidades (de divergências e de convergências).
A pintura é o lugar e o objecto de um discurso de vida que não se distancia do enunciado que lhe precede. Tudo acontece por um impulso, total e, desse modo, o gesto não é o do discurso, ou só do discurso ? que concretiza um enunciado, é antes a de um movimento, permanente e (im)preparado. Pintura que arrisca, pintura que preenche e que ocupa, em expressão pessoal a pintura que questiona a aprendizagem e a desaprendizagem. O livre arbítrio da arte é o que verdadeiramente caracteriza o processo do acto de pintar: o acto de criar como acto de decidir; pintura de fazer com as mãos, pintura de desafio das regras, dos limites, das tradições, e das histórias. Antes de ser pintura o gesto é o da acção, do desenho, que faz prevalecer a arte como linguagem de uma periferia e de um centro; no processo o fascínio do momento do dizer; na pintura a verdade de um fazer em ambiente de gestão de acasos e de caos.
[2. pintura como lugar do gesto incondicionado]
O gesto é o limite do próprio gesto: gesto que, sendo convulsivo, instantâneo, e permanente, determina no acto de pintar a singularidade do movimento de uma verdade, em inscrição nodular de algo que é do domínio do primitivo e do pensamento, do universo da emergência da obra.
O gesto inscreve uma pintura de desenho, e um desenho de pintura, simultaneamente. Mesmo quando os desdobramentos, quer de conteúdos, quer de planos, significam uma referência para um dizer múltiplo, o desenho, ou o gesto do desenho, permite, de facto, transformar a pintura enquanto exercício rápido, instantâneo, e incisivo. A pintura desenha-se, para projectar um discurso em planos visualmente cinematográficos, ou fotográficos. É o universo de uma expressão desmedidamente forte e débil, de informação e de carácter, que culmina uma função de revelar uma impressão, a da memória.
Pintura de narrativa, a de Agostinho Santos? Pintura de naïveté, em revelação assumida? Pintura de impressão, na imprecisão do gesto? Pintura pintura? Agostinho Santos revela-nos a pintura enquanto exercício de um pensamento estético activo, que acontece porque se pensa no momento em que se decide. E quando se decide deixa de ser pensada? É aparentemente possível concluirmos que, na sua obra, é viável pensar-se a pintura, fazendo-a. Na realidade, é sempre possível realizar a pintura, pensando-a. A única diferença reside na circunstância de que o pensar antecede o fazer, num primeiro momento do fazer. A pintura é formulada, então, de um modo total, sem subterfúgios, sem calculismos, sem redes. A pintura está constituída porque o fazer a pintura não perturba a coisa pensada (e a pensar?) como metáfora da descoberta do Novo.
O gesto pictural de Agostinho Santos consubstancia-se em pressupostos de uma grande riqueza de repertórios, de uma pintura que se instala como se fosse em movimento provisório mas perpétuo: gesto decididamente para um mo(vi)mento impreciso e impressivo. O momento justamente impressivo concilia-se com um gesto demonstradamente expressivo: daí a conjunção de um discurso de simultaneidade, de um discurso onde o figurativo se dissipa no abstracto, e onde o abstracto se anuncia na figura. Pintura em que o gesto invade os limites, as fronteiras, e as referências.
O processo da pintura é, de facto, o que concretiza a fusão dos limites e das diferenças, entre a linha e a forma, entre a superfície e a cor, entre o gesto e a acção, entre o discurso e a narrativa, na presunção de que o movimento da pintura é, prioritariamente, o do acto de pintar. Atrever-nos-íamos a referir que, como em Dubuffet, Agostinho Santos preocupa-se, naturalmente, com o acto de pintar uma pintura total. Concomitantemente, a pintura de desenho, e o desenho de pintura, ou o gesto total em Agostinho Santos permite supor, e sustentar, o princípio de que, no fundamental, o exercício artístico consuma-se numa aparente (?) relação dialéctica entre o facto e o lugar. Facto do desenho, e lugar da pintura? Ou desenho do lugar, e pintura do facto? É difícil, uma vez que as fronteiras, dissipadas, tornam difusas as diferenças operatórias. Contudo, é obviamente evidente que existe uma preocupação em conciliar factos e lugares, independentemente da estratégia em si. Se mais ou menos pintura, se menos ou mais desenho, ou se mais e menos invenção, relativamente a um assumido sistema operatório. E, dessa maneira se culmina uma correspondência inquestionável entre gesto e memória.
Na pintura de gesto de um lugar, ou na pintura de gesto de uma memória, Agostinho Santos adopta uma estratégia discursiva adequada a um enunciado figurativo livre. Uma figuração radicalmente simples (figuração outra ou nova figuração), despojada de propósitos de representação, mas que se ambiciona, mesmo assim, como possibilidade de um movimento de redenção. Michel Ragon designaria, em 1961, a nouvelle figuration, como ideia próxima da figuration autre, ou de autre figuration (depois de Michel Tapiè), ou mesmo a ideia remota de paisagem abstracta (que resultaria da oficialização do movimento abstracto entre os anos 45 e 60). Em Agostinho Santos a pintura de gesto e de memória corresponde a um sentido amplo de combate a uma estética tradicional. Em ausência de um sistema de regras a imprevisibilidade, o inesperado, ou a surpresa, consubstanciam o que Dubuffet defendeu como exercício paradigmático de uma estética inconformada, ou estética sem referências ("le vrai art, il est toujours là où on ne l´attend pas", Dubuffet).
A pintura de um gesto total, ou de um gesto incondicionado, projecta um olhar novo sobre o nosso quotidiano em atenção suscitada por um princípio de paysage du mental, na designação de Michel Ragon. O impulso, do gesto (e da acção), projecta-se no acto de pintar.
Toda a pintura de Agostinho Santos é a de um gesto circulatório de um movimento circulatório: gesto da incondição de uma arquitectura do lugar, em quotidiano sempre veemente. Pintura aparentemente totalitária, contudo, de um gesto da paixão pela matéria, pelo rigor da memória, e pela exaustão de um gesto de liberdade absoluta: pintura da acção do gesto total, pintura de muitos gestos, pintura de muitas pinturas, onde o gesto incondicional ou incondicionado é claramente de uma dimensão do verdadeiramente teatral, em registo de uma narrativa, de uma história, e de um testemunho.
António Quadros Ferreira
Convida-me a escrever um texto sobre as suas obras que serão expostas na Galeria JN, no Porto.
Não sei falar sobre Pintura, muito menos escrever sobre Arte. No entanto escrevo-lhe para lhe dizer que a visita ao seu atelier foi uma enorme e boa surpresa. Logo que entrei naquela enorme loja de um edifício em Gaia, os meus sentidos ficaram em alerta. Por todo o lado vi uma organização caótica consequência de muitas horas de trabalho e de canseiras. Vi enormes pinturas sobre tela, sobre tábuas, papéis, lousas, livros, tudo estava carregado de riscos e cores feitos com liberdade e alguma ingenuidade.
Nas telas havia mulheres enormes de grandes braços que terminavam em mãos que pareciam ramos de àrvores. Mulheres com gente dentro, com bichos, todos habitando um jardim que parecia um paraíso, algures perdido neste Planeta Terra.
Agostinho fala-me de Picasso, Basquiat e Dubuffett.
E eu penso que a felicidade de um artista é a liberdade de criação e ter tempo e espaço para exprimir as suas emoções e as suas ideias. Em seguida o artista tem de ser previligiado com a possibilidade de mostrar e divulgar a sua obra.
Quando regressei a Lisboa, já no comboio, recordei esse espaço-atelier tão vivido onde Agostinho é rei e senhor dos seus pensamentos e acções.
Escrevo-lhe para desejar que o público o olhe com atenção.
Desejo que a sua exposição o recompense da sua entrega ao trabalho, que a sua Pintura ocupe o lugar que merece neste Mundo difícil e complexo que é o da Arte.
Desejo coragem e um Ano de 2010 com muita criatividade.
Abraços amigos da
Graça Morais
Lisboa, 14 de Dezembro de 2009
O que faz um ignorante das Artes num catálogo de uma exposição de pintura? - Nada. Nada que se relacione com aquilo que o visitante está à espera. A minha presença neste espaço deve-se ao facto de, sendo director do Jornal de Notícias, me caber o dever de apresentar o artista, por sinal jornalista dos quadros desta casa. Dever, escrevi. Não será a palavra certa. Tratando-se de Agostinho Santos é seguramente um prazer, a que acrescento o culto de uma Amizade alimentada ao longo dos anos, nessa coisa simples que é cruzarmo-nos frequentemente nos corredores do jornal.
A galeria do JN, em boa hora refundada pelo senhor Joaquim Oliveira, prestigia o jornal e permite-lhe cumprir uma função social muito importante: muitos dos nossos visitantes nunca entrariam em nenhum espaço de Arte se ele não estivesse assim tão à mão de quem passa ou de quem vem colocar um anúncio. A ausência de propósitos comerciais também ajuda a que entrem aqueles que apenas querem ver sem terem de se preocupar com olhares ou perguntas indiscretas. É por isso um prazer e uma honra redobrada vermos um dos nossos expor aqui neste espaço, porque de certa forma esta galeria é o que o jornal sempre quis ser: um espaço para todos. O Agostinho Santos é um jornalista da reportagem, um contador de histórias, um jornalista reconhecido e premiado, mas que mantém uma simplicidade genuína. A sensibilidade que se lhe reconhece lendo-o, será certamente a mesma que o levou a pintar. Digamos que tem um duplo papel de observador: como jornalista e como artista plástico.
Enquanto jornalista, o Agostinho Santos continua diariamente ao serviço do jornal, seja para preparar uma grande reportagem seja para o mais modesto serviço de agenda. Expondo as suas obras, o Agostinho expõe-se também. E há que admirar esse espírito de quem se vai construindo diante dos outros, atravessando a sua solidão mas partilhando os resultados das suas reflexões com quem o lê ou admira as suas obras. E essa humildade só pode merecer o nosso aplauso e agradecimento. É isso que o ignorante que sou das artes plásticas se apressa a fazer aqui.
José Leite Pereira
Há tempos a esta parte a saúde obrigou-me a um recolhimento que forçaria a um desencontro com as ocorrências das actividades pictóricas e suas amostragens.
Sabia entretanto que Agostinho Santos havia de ter uma expressiva presença na participação da sua obra na de Saramago.
Tal facto me revela que aquela desenvoltura de traço e pensamento significavam um vigor, robustez invulgar num meio que tanto cultiva o improviso inconsequente.
Conhecer Agostinho Santos todo inteiro tornou-se, para mim, um desejo, porque sabendo-o jornalista era qualquer coisa que esqueceria o fundamental e não batia certo.
Um dia destes aceitei seu convite e acabei entrando no seu mundo.
O que me foi dado ver colocou o jornalismo a um canto escuso, como perdido e apanhado em Agramonte.
Afinal, o Agostinho não tinha segredos naquilo que nascia como uma natureza imparável. Um sem número de objectos, que uma vez recolhidos eles falam a voz de uma estranha poesia.
A revelação desmultiplica-se até que Agostinho Santos, o mago decide mostrar a sua pintura. São inúmeras as telas que ele vai mostrando e logo recolhendo porque a obra assim o manda e vamos esquecendo o tempo desta visita, demorada, bem longa, de passar o tempo, matando-o, aquilo que sentimos é que um reforço desta experiência a tornará imperecível.
Com este testemunho devo confessar que estou muito lúcido.
Jornalista ou não, Agostinho Santos é um artista de corpo inteiro, inquieto desde que acorda, é senhor de si mesmo, para espanto de muita gente. O meu espanto encontrou justificação
Ao Agostinho, o meu abraço e a minha admiração
Júlio Resende
Valbom, Gondomar, 2009
Nasceu em 1960, em Mafamude,Vila Nova de Gaia.
Jornalista/artista plástico. Jornalista do "Jornal de Notícias", actualmente redactor da secção de Cultura.
Frequenta o Mestrado de Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.
Presidente da Direcção de Artistas de Gaia, Cooperativa Cultural desde 1995, de que é fundador. Sócio da cooperativa Árvore e da Associação Cultural "Projecto" de Vila Nova de Cerveira.
Realizou cinquenta e uma exposições individuais, em Portugal, Espanha, Brasil e Índia e participou em mais de 250 mostras colectivas no país e no estrangeiro.
Autor de a "Vaca Pessoana", seleccionada para a CowParade Lisboa (2006).
Comissário da "Egg Parade 2009", Vila Nova de Gaia.
Autor do cartaz do 2ª Congresso Feminista (2008) que se realizou na Fundação Gulbenkiam, Lisboa.
Recebeu a Medalha de Mérito Cultural e Científico (grau prata) da Câmara Municipal de Gaia (2009).
Proferiu inúmeras conferências sobre jornalismo e arte em museus, galerias e vários estabelecimentos de ensino secundário e superior.
Tem colaboração artística dispersa em vários jornais, revistas, livros e cartazes.
Prémios na área do jornalismo:
"Prémio Nacional de Reportagem/Gazeta de Imprensa"(1990), instituído pelo Clube de Jornalistas, com a série de reportagens "Viana é porta aberta ao tráfico de droga" e vencedor de duas edições do Prémio de Reportagem "Jaime Ferreira", (1989/1992), atribuído pelo Centro de Formação de Jornalistas (CFJ).
Prémios na área das artes plásticas:
Menção Honrosa no Concurso Europeu de Cartoon, Lisboa, (2007); II Menção Honrosa na I Bienal da Máscara, Bragança (2004); Exposição Nacional de Arte Erótica, 1º Prémio Câmara Municipal de Gondomar (2003); Prémio Aquisição Baviera BMW, na XI Edição da Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira (2001); Menção Honrosa na Exposição "Paisagem Portuguesa", Casino Estoril, Estoril (1999).
Autores que escreveram textos críticos sobre a sua obra:
Agustina Bessa-Luis, José Saramago, António Quadros Ferreira, Arnaldo Saraiva, Jorge Listopad, José Manuel Mendes, Armando Coelho, César Príncipe, Manuel António Pina, Júlio Resende, Fernando Lanhas, José Carlos Vasconcelos, Vitor Pinto Basto, Álvaro Magalhães, Maria José Magalhães, Sérgio Almeida, Rui Lage, Júlio Roldão, Francisco Duarte Mangas, Beatriz Pacheco Pereira, Fernando Peixoto, Gonçalves Guimarães, Hélder Pacheco, José Augusto Seabra, José Luiz Darocha, Armando Alves e Jorge de Sousa Braga.
Autor das publicações:
Cumplicidades, edição Bial; Voos Sentidos, edição "Jornal de Notícias"; Olhares de Cumplicidade, edição Governo Civil do Porto;Discurso do Sonho em Honra dos Pássaros; Ecos do Íntimo; Pessoa; (edição de autor) Gaia, álbum editado pela Câmara Mnuicipal de Gaia; Árvore, Edições Gémeo R; Matéria Prima, edição da Câmara Municipal de Matosinhos, José Saramago, segundo Agostinho Santos, edições Afrontamento e Museu Nacional da Imprensa; Nadir Afonso: Itinerário (Com)Sentido, Edições Afrontamento e Portugal a Negro-Histórias de um repórter infiltrado, Calendário Editora.
Está actualmente a preparar um novo livro sobre a vida e a obra do pintor Júlio Resende.
Ilustrou/pintou ou desenhou livros dos seguintes autores:
José Augusto Seabra, Miguel Miranda, Fernando Peixoto, Maria do Pilar Figueiredo, Beatriz Pacheco Pereira, Serafim Neves, Francisco Silva, Filomena Folgado, Armando Coelho, Rui Lage, Ramiro Rio Novo, Júlio Duarte, José Vaz.
Exposições individuais:
2008 - " Corpseficados " - Biblioteca Almeida Garret, Porto, "José Saramago, segundo Agostinho Santos", Ministério das Finanças, Terreiro do Paço, Lisboa; 2007 ? Labirinto do Desejo, Casa Museu Teixeira Lopes, Vila Nova de Gaia. 2006/2007 ? "José Saramago, segundo Agostinho Santos", Museu Nacional de Imprensa, Porto. 2006 ? "Reminiscências", Galeria da Casa da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra; "Quadrado Afectuoso" Galeria Municipal de Matosinhos; "Este é o meu corpo", Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira; 2005 ? "Claro Enigma", Cooperativa Árvore, Porto; 2004 ? "Matéria Prima", Galeria Nave da Câmara Municipal de Matosinhos; "À Procura da Flor que Respira o teu Sorriso", Galeria Projecto, Vila Nova de Cerveira; "Azul sobre Azul", Estádio do Dragão, Porto; "Itinerários do Céu da Noite" , Galeria Municipal Artur Bual, Amadora; "Na Paleta do Sonho", Biblioteca Municipal de S.João da Madeira; "Ondes estás Tu?", Galeria Por Amor à Arte, Porto; "Sob o Rosto da Morte", Sala Júlio Resende, Auditório Municipal de Gondomar. 2002 - "O obscuro objecto do desenho", "Galeria Artistas de Gaia, Gaia; "Pintura Recente" ? "Erotismo no Deserto: Encenações", Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Fundação Cupertino de Miranda, Porto. 2001 - "Cada Cabeça Sua Sentença", Galeria da Restauração, Porto; "Meninas e Outras Mais", Esteta Galeria, Porto; "Pintura Vária", Câmara Municipal de Moura, Alentejo; "Bicho", Galeria Degrau Arte, Porto. 2000 "Pessoa: Itinerário do pensamento", Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, Feira; "Deambulando pela Ilha dos Pássaros", Quinta de Santo António, Aveiro; "Em sítios da Terra para espanto dos vivos", Parque Biológico Municipal de Gaia; "Íntimo Silêncio", Galeria Rodrigues, Recife, Brasil; "Interior (Com)sentido", Galeria Inês Fiuza, Fortaleza, Brasil; "Voos cúmplices pelo céu da noite" Galeria Municipal de Barcelos; "Arqueologia do desejo", Galeria da Restauração, Porto. 1999 "Cânticos do sonho", Auditório Municipal de Vila do Conde. Em 1998 "O íntimo Azul do Silêncio", Galeria Arménio Losa, Matosinhos; "Homenagens/Fragmentos de Eterno", Garia Dário Ramos, Porto. 1997- "Tempos (ir)reflectidos" (Antologia de Pintura 1987/97), Casa-Museu Teixeira Lopes, Gaia; "Escrevivências", Galeria do Fórum Picoas, Lisboa; "Correspondências", Galeria Diogo de Macedo, Olival, Gaia 1996- "Correspondências", Biblioteca Municipal de Penafiel. 1995-"Memórias de Goa", Art Kala Gallery, Goa, Índia; "Rei Ramiro e seus (Des)Amores", Galeria Artistas de Gaia 1994 Diálogos", Banco Comercial Português, Gaia.1993 -"Aqui na Terra", Biblioteca Municipal de Gaia; "Aqui na Terra", Museu de Tibães, Braga. 1992 -"Inconfidências", Auditório Municipal de Gondomar; "Restos de Cumplicidades", Hotel Ipanema Park, Porto.1991 - "Cumplicidades", Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia.1988- "Erupção do Sonho", Galeria de Arte do Hotel Corsel, Porto;1987 - "Bicho Homem", Café des Arts, Hotel Meridien, Porto.
Exposições de Grupo (Selecção):
"A Maternidade na visão artística", Maternidade Júlio Dinis, Porto; "Artistas de Gaia em Coimbra", Galeria Almedina, Coimbra"; "Convergências", Galeria Pop/Cave, Barcelos; "Convergências", Galeria de Arte do posto de Turismo de Chaves; "Criação e Apocalipse", Hotel Mirassol, Gaia; "Lugar das Delícias", Casa-Museu Teixeira Lopes, Gaia; "Des(a)tinos de Vida e de Morte", Mosteiro de Arouca; "Duas Visões, dois olhares sobre as mulheres", Convento dos Lóios, Santa Maria da Feira; "Diálogos", Casa-Museu Maurício Penha e Biblioteca Municipal de Alijó, "Arte para a Vida", Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes, Mirandela; "Serra do Pilar ? Na Visão dos Artistas", Mosteiro da Serra do Pilar, Gaia; "Arte na Leira", Caminha; "1+1 = Pintura", "Espaço JUP", Porto; "As Imagens e as Narrativas", Galeria Mónica Pereira, Porto.
Exposições colectivas (Selecção) :
2009 - "Presépios, diferentes olharesa", Galeria Jornal de Notícias, Porto; "Arte Contemporânea", Galeria Cor Espontânea; Colectiva a favor da Liga dos Amigos das Crianças do Hospital Maria Pia, Porto; 2007 ? Arte Contemporânea-Cordeiros Galeria; Anual de Sócios "Artistas de Gais" 2006 ? Arte Contemporânea-Cordeiros Galeria, Anual de Sócios "Artistas de Gaia; 2005 -Fogaceiras-diferentes olhares sobre um mesmo tema", Biblioteca Municipal da Feira; Prémio de Artes Plásticas, Henrique Siva, Paredes; 2004 - Bienal de Artes Plásticas 2004 - Prémio Pintor Fernando de Azevedo, Marinha Grande; XXI Exposição Colectiva dos Sócios da Árvore, Cooperativa Árvore, Porto. III Prémio de Artes Plásticas- Baviera Sec.XXI; VI Edicion del Premio de Pintura Bienal Eixo Atlântico 2004-2005 (Exposição Itinerante em Portugal e Espanha); I Bienal da Máscara, Bragança, "Artistas de Gaia em Alijó", Teatro Auditório Municipal de Alijó; "Arte na Leira/2004", Caso do Marco, Caminha. 2003 - XII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Cerveira; Bienal de Coruche, 1º Salão de Artes Plásticas, Coruche; II Exposição de Arte Erótica, Auditório Municipal de Gondomar; "20+20= 40"(Pintura-18 anos de "Artistas de Gaia", Biblioteca Municipal de Vila Nova de Gaia. 2002 -Quarto Salón de Otõno de Pintura da Real Academia Gallega de Bellas Artes de Nuestra Señora del Rosario, Funda ção-Caixa Galicia, Corunha, Espanha. 2001 -XVII Aniversário Inter-Atrium Exposições de Arte, Porto; II Prémio de Artes Plásticas- Baviera Séc.XXI, Museu dos Transportes e Comunicações, Porto, I Prémio de Arte Erótica, Auditório Municipal de Gondomar; "Arte na Leira/2001", Casa do Marco, Caminha; Prémio Nacional de Pintura António Joaquim/Artistas de Gaia, Biblioteca Municipal de Gaia; Exposição na Rua da Restauração, no âmbito do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura; Euroarte/ANAP/Artistas de Gaia, no âmbito do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura; Exposição/Leilão "Solidariedade a favor da Vila de Manhiça", Auditório Municipal de Gaia. 2000 - Prémio Nacional de Pintura António Joaquim/Artistas de Gaia, Biblioteca Municipal de Gaia; Salão Primavera, Galeria do Casino Estoril, Estoril; Galeria "Ao Quadrado", Santa Maria da Feira. 1999 - I Prémio de Artes Plásticas Baviera Séc.XXI, Museu de Serralves, Porto; 3ª Bienal do Vidro, Marinha Grande; Prémio Nacional de Pintura António Joaquim/Artistas de Gaia, Biblioteca Municipal de Gaia; Leilão "Dar Cor a Timor", organizado pelo "Jornal de Notícias", Porto; Exposição de Fundadores/Artistas de Gaia, Biblioteca Municipal de Gaia; Exposição Anual de Sócios "Artistas de Gaia", Biblioteca Municipal de Gaia; Gaiarte, organizado pelo Rotary Club de Gaia, Vila Nova de Gaia. 1998 - "15 Pintores de Gaia/Diálogos", Casa-Museu Maurício Penha, Sanfins do Douro; Colectiva integrado no aniversário do Regimento de Infantaria nº5 da Serra do Pilar, Mosteiro da Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia; Colectiva a favor da Amnesty Internacional, Biblioteca Municipal de Gaia, Gaia. 1997 - Gaiarte, organizado pelo Rotary Club de Gaia, Vila Nova de Gaia; Prémio Nacional de Pintura António Joaquim/Artistas de Gaia, Biblioteca Municipal de Gaia; Festival da Arte Gaia/97. 1996- "Rio Douro- Artes Plásticas", Casa-Museu Teixeira Lopes. 1993-Gaiarte ? III Bienal de Arte, Pavilhão do APDAL, Gaia; "Manusmaia", Semana Cultural, Forúm Municipal da Maia. 1992-VII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira. 1989- Companhia de Seguros "O Trabalho", Porto; "Gaiarte ? Do velho burgo e do Vinho do Porto", Pavilhão da APDL, Gaia; 1º Exposição Nacional de Pintura/Governo Civil de Coimbra; VII Bienal de Arte do Avante, Lisboa. 1988- "Arte/Verão ? Artistas de Gaia", Caves Ramos Pinto, Gaia. 1987 -IV Salão de Artes Plásticas do Rotary Club de Gaia; "40x50 ? Artistas de Gaia", Casa-Museu Teixeira Lopes, Gaia; 2ª Exposição Anual dos Sócios de "Artistas de Gaia". 1986-
"Rio Douro/Exposição Nacional de Artes Plásticas", Casa-Museu Teixeira Lopes, Gaia; I Exposição Anual dos Sócios de "Artistas de Gaia"- Cooperativa Cultural; III Salão de Artes Plásticas do Rotary Club de Gaia, Hotel Mirassol, Gaia. 1985-Ano Internacional da Juventude e da Música/Exposição Nacional de Artes Plásticas, Casa-Museu Teixeira Lopes; II Salão de Artes Plásticas do Rotary Club de Gaia, Hotel Mirassol, Gaia. 1984-
"Amnesty International", Mercado Ferreira Borges, Porto.
Representado em Colecções Públicas e Privadas:
Futebol Clube do Porto, Câmara Municipal de Gaia, Câmara Municipal de Gondomar, Câmara Municipal de Moura, Câmara Municipal de Amadora; Câmara Municipal de Matosinhos; Consulado-Honorário da Índia no Porto, Consulado de Portugal em Goa, Índia, Jornal de Notícias, Museu da Bienal de Vila Nova de Cerveira, Parque Biológico Municipal de Gaia, Museu Municipal de Santa Maria da Feira, Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira e Museu de Arte Contemporânea de Olinda, Recife, Brasil.