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Metade dos ofendidos nas redes sociais reage cara a cara

Metade dos ofendidos nas redes sociais reage cara a cara

Quando os jovens são alvo de comentários desagradáveis ou se veem em situações incómodas no universo das redes sociais saltam cá para fora e procuram resolver os problemas cara a cara.

51% das vítimas não se ficam pela resposta no mesmo tom em meio digital, indica um estudo sobre os comportamentos dos mais novos, com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos, divulgado pela Netsonda.

Isto não quer dizer necessariamente que partam para a violência, considera Tito Morais, responsável pelo projeto "Miudossegurosnanet". Pode ser interpretado, refere o especialista na utilização da internet segura, como "uma necessidade que sentem de esclarecer as questões, desfazer potenciais equívocos e fazem-no através dos meios digitais como o fazem através dos meios presenciais". 47% admite também recorrer a uma mensagem privada para conversar com o visado.

O psicólogo João Faria toca no mesmo ponto-chave. "A internet tornou-se o principal meio de comunicação entre os jovens, deixou de ser um complemento de comunicação, como acontecia antes". Para os nativos, os universos são quase indistintos e "a dimensão da ofensa online é igualmente grave", explica o coordenador do núcleo de intervenção na internet e nas telecomunicações.

Os peritos defendem que não faz sentido avaliar o uso destes novos meios a partir dos óculos dos adultos, que foram forçados a adaptarem-se a esta realidade. "A visão de jovens ligados online, mas desligados da realidade presencial é mais uma visão dos adultos", afirma Tito Morais.

O estudo encomendado pelo Facebook, baseado em 1000 inquéritos a jovens portugueses, mostra também uma juventude atenta à entrada de desconhecidos na sua esfera de amigos e que até dialoga bastante com os pais.

Bloqueiam conhecidos

Bloquear amigos é uma pratica corrente; 80% já o fez. E entre os afastados estão estranhos, 51% entre os rapazes e 68% nas raparigas, mas também conhecidos, revelando neste aspeto maior proatividade as mulheres. 24% dos bloqueados eram pessoas próximas das raparigas, enquanto neles, a percentagem é menor: 21%.

"É a prova de que a grande maioria sabe proteger-se", declara Tito Morais. Mais de metade dos jovens já pediu para apagarem conteúdos sobre eles: 45% para os homens e 61% para as mulheres.

"Ainda assim é fundamental estarmos devidamente informados para os podermos ajudar com as questões que possam surgir online e orientá-los também no que respeita aos ambientes digitais". A par do estudo foi lançada a iniciativa "Pensa antes de partilhar".

A principal mensagem deduzida do estudo é que, afinal, "os jovens portugueses têm consciência da importância da segurança online. É uma conclusão importante porque permite, com dados concretos, serenar os pais mas, ao mesmo tempo, sensibilizá-los para a importância que eles educadores têm no processo.

Mais de metade dos jovens já pediu para apagarem conteúdos sobre eles: 45% para os homens e 61% para as mulheres.

João Faria achou igualmente interessante perceber que entre os que partilhariam password, mais de metade (54%) o faria com os pais, o que demonstra que não há sempre um grande afastamento da família". 34% partilharia com o melhor amigo e 34% com namorado ou namorada.

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