Investigação

Imagem do "santo sudário" é de alguém que sofreu muito antes de morrer

Imagem do "santo sudário" é de alguém que sofreu muito antes de morrer

A imagem gravada no "santo sudário" é de um homem que poderá ter sofrido tortura antes de morrer. As conclusões são de um estudo publicado no início deste mês e prometem adensar o debate em torno deste importante elemento da fé cristã.

É um dos objetos mais importantes para os cristãos. O "santo sudário", ou o "sudário de Turim", é uma peça de linho que tem gravada a imagem de um homem, que se acredita ser Jesus Cristo. De acordo com a fé cristã, o corpo de Jesus foi envolvido com este manto logo após a sua morte. A hipótese nunca foi verdadeiramente consensual e alguns indícios suportam a ideia de que a imagem foi pintada na época medieval.

Um estudo publicado recentemente por uma equipa liderada por Elvio Carlino, do Instituto de Cristalografia, em Bari, Itália, trouxe um conjunto de revelações que prometem fazer renascer a discussão sobre a figura que aparece no sudário.

Entre as descobertas, os investigadores concluem que o sangue presente no tecido comporta indícios de creatinina e ferritina, dois elementos que dificilmente se encontram no sangue de pessoas saudáveis. "A presença destes dois elementos ocorre em casos de politraumatismo grave", pode ler-se no estudo.

"A presença destas nanopartículas apontam para uma morte violenta para o homem que foi embrulhado com o sudário", referem os investigadores.

Estudo inovador sobre mistério sem fim

A investigação resulta de uma parceria entre o Instituto de Cristalografia e o Instituto Oficina de Materiais, com o contributo do departamento de engenharia industrial, da Universidade de Pádua. Pela primeira vez na história, foram analisadas as propriedades nanométricas de uma fibra intocada retirada do sudário.

Os estudos em torno desta temática são conhecidos pela falta de consenso e pelos diferentes resultados. Em 1988, uma outra investigação, desenvolvida por laboratórios em Zurique, Oxford e na Universidade do Arizona, datava o tecido num período entre 1260 a 1390, contrariando, assim, a teoria cristã.

A peça está atualmente na Catedral de São João Batista, em Turim, e foi recentemente visitada pelo Papa Francisco.

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