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Apple quer criar o próximo Spotify

Apple quer criar o próximo Spotify

Depois dos rumores, eis que a Apple entra, finalmente, no mundo do streaming musical. Apple Music é lançado esta terça-feira em cem países.

Já há poucos mercados em que a Apple não esteja (e não tente liderar). A ausência de uma estratégia no negócio da partilha de música online (vulgo streaming) era uma das grandes falhas da empresa, especialmente se nos lembrarmos da importância que esta teve neste campo, com a criação do iPod e a implementação do gigante iTunes, a maior loja virtual de música.

A Apple tenta, agora, recuperar o tempo perdido e voltar à vanguarda da música online com o criação do Apple Music, direto competidor do popular Spotify (que já conta com mais de 60 milhões de utilizadores). O serviço de streaming chega esta terça-feira com o lançamento do novo sistema operativo da empresa, o iOS 8.4, e traz com ele dezenas de milhões de músicas para ouvir via iPhone, iPad, Mac ou computador. Quem já tem conta (e canções compradas) no iTunes, vai poder continuar a aceder ao seu arquivo, que vai ser integrado no novo conceito. A versão Android do serviço só deve chegar no outono, bem como a opção para detentores de Apple TV.

Três em Um

Para além do streaming de músicas propriamente dito, o serviço também oferece integração com o Beats (outro serviço de streaming que a Apple comprou em 2014) e oferece uma rádio com emissão 24 horas por dia, com transmissões em direto a partir de Los Angeles, Nova Iorque e Londres. As emissões da Beats Music arrancam com Pharrel Williams (autor de "Happy"), um dos principais apoiantes da área "Connect", uma espécie de rede social para artistas, onde os utilizadores vão poder ficar a par das novidades, encontrar conteúdo exclusivo e entrar em contacto com as celebridades.

Sem borlas, mas com três meses grátis

Ao contrário do Spotify, o Apple Music não vai ter versão gratuita e quem quiser aceder ao serviço terá mesmo de pagar.

Nos EUA, um utilizador comum pode esperar pagar 9,99 dólares (quase o mesmo em euros) por cada mensalidade, enquanto que uma conta familiar (que inclui até seis pessoas) obriga a um investimento de 14,99 dólares. Por cá, os preços não devem ser muito diferentes. No entanto, e nos primeiros três meses, quem quiser poderá experimentar o serviço de forma gratuita.

Início turbulento

Antes ainda de começar, no entanto, o serviço já dava que falar por causa... de Taylor Swift. A cantora norte-americana queixou-se publicamente que a Apple pretendia que os artistas não recebessem compensação durante os meses de utilização gratuita. O lamento chegou aos ouvidos da empresa, que pediu desculpa e voltou atrás.

Portugal deverá fazer parte dos cem países "contemplados" com Apple Music já hoje, mas a empresa recusou-se a adiantar a lista de países abrangidos em tempo útil e ainda nem se sabe ao certo quanto custará o serviço na Europa.

Os "rivais" da Apple:

Spotify

O Spotify é, sem dúvida, o maior obstáculo ao sucesso da Apple Music. É o mais popular entre os serviços de streaming e tem opção gratuita.

Tidal

O serviço de streaming lançado pelo rapper Jay-Z viu a luz do dia a a 30 de março e nasceu com o propósito de "mudar a direção que a indústria da música está a tomar" e "promover o comércio justo", segundo o próprio. È mais caro que os restantes, mas oferece maior qualidade e o apoio de muitas celebridades.

Baboom

Entre os serviços de streaming de música online disponíveis há um que se destaca por dois motivos: é apadrinhado por Kim DotCom, o polémico criador do Megaupload, e é feito em Portugal. O Baboom está a ser desenvolvido no Porto, por uma equipa totalmente portuguesa.

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