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As redes ao serviço dos "bons da fita"

As redes ao serviço dos "bons da fita"

Muitos encaram as redes sociais como o "mau da fita" da Internet. No Dia Mundial das Redes Sociais, que se assinala esta segunda-feira, o JN foi perceber de que forma podem ser usadas pelos "bons da fita" e até servem para salvar vidas em caso de emergência médica, assalto ou incêndio.

As redes sociais fazem cada vez mais parte do nosso dia-a-dia, com tudo o que isso acarreta de positivo e negativo. Vistas por muitos como uma ameaça ou apenas como uma distração, o certo é que as redes sociais são, hoje em dia, utilizadas por muitos como principal veículo de informação. É por lá que as pessoas se informam e, como tal, algumas instituições fazem questão de marcar presença, usando-as para chegar aos cidadãos e transmitir informações importantes.

É o caso da PSP, a instituição pública portuguesa com mais seguidores no Facebook, e para quem as redes sociais são uma ferramenta indispensável para "criar empatia com as pessoas". "É importante estar nas redes, de perto com os cidadãos", garante um dos responsáveis da página, Paulo Ornelas Flor, explicando que, online, a PSP partilha "todo o tipo de conteúdos pertinentes", para "prevenir e não alarmar".

"Nas redes, estabelecemos uma relação mais estreita com as pessoas, partilhamos informação importante e damos testemunho do que fazemos todos os dias". A presença ativa da PSP nas redes contribuiu, igualmente, para incutir "alguma paz social e aumentar o sentimento de segurança", esclarece.

Também o INEM não descura as redes sociais, dando especial ênfase ao Facebook, Twitter e Instagram. Online, a instituição partilha informação útil, explicando, "num tom simples e acessível", "como atuar em caso de emergência médica", mas também faz questão de interagir e "brincar" com os utilizadores para cativar quem a segue.

"Pensamos que esta aposta nas redes sociais está a permitir ao INEM fazer chegar estas mensagens a muitos milhares de pessoas, algo que é de grande importância para a nossa atividade", explica Pedro Coelho dos Santos, do gabinete de comunicação do INEM. "As redes sociais têm muita força, porque a informação a que aí acedem pode levar as pessoas a mudar comportamentos", garante.

Os bombeiros portugueses fazem, igualmente, das redes sociais, uma "arma" de disseminação de informação. A Proteção Civil tem página no Facebook, mas é o espaço do Bombeiros.pt, o portal dos bombeiros portugueses, quem mais dá nas vistas no que toca a interação.

Sérgio Cipriano, coordenador do site, encara as redes como uma forma de chegar ao público-alvo dos "soldados da paz" de uma forma mais abrangente. O conteúdo partilhado tem como principal função "sensibilizar toda a comunidade" a adotar "comportamentos cívicos" e contribuir para uma "mudança de mentalidades". "Esta tendência levou a que a nossa informação se propagasse mais rápido pela rede, conseguindo chegar a pessoas que, de outra forma, não conseguiríamos chegar", revela.

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