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Mulheres fazem cirurgia à mama com auxílio de robô

Mulheres fazem cirurgia à mama com auxílio de robô

O Instituto Gustave Roussy, em França, anunciou ter realizado com sucesso a primeira cirurgia à mama com o auxílio de um robô. O método permite reduzir as cicatrizes.

Localizado em Villejuif, na região de Paris, o primeiro centro de investigação e tratamento de cancro a surgir na Europa efetuou uma mastectomia e, em simultâneo, a reconstituição do seio a duas pacientes, intervenções assistidas pelo robô Da Vinci Xi.

Enquanto a cirurgia convencional deixa marcas visíveis por cima da mama, a operação com a ajuda do robô permite fazer uma incisão mais pequena debaixo da axila para retirar a glândula mamária e colocar a prótese. A cicatriz fica mais discreta e deixa intactos o mamilo e a auréola.

"O objetivo é, no quadro regulamentar e de segurança de um ensaio clínico, propor uma alternativa cirúrgica mais estética e menos traumatizante psicologicamente a mulheres que tenham de sofrer a ablação do seio com reconstituição imediata", referiu Benjamin Sarfati, cirurgião plástico que participou na intervenção, num comunicado revelado pelo "L'Express".

Esta operação só pode ser feita em pacientes cujo tumor não se encontre perto do mamilo e, por outro lado, permita retirar a glândula conservando a pele da mama. Também beneficia mulheres que tenham sofrido a mutação do gene BRCA (abreviatura de "breast cancer", cancro da mama), hereditário, o que aumenta o risco de desenvolver cancro da mama ou nos ovários.

"Quando me vejo ao espelho de manhã, não vejo um único sinal de mutilação. Nem uma única sequela", disse ao "Le Parisien" uma das doentes operadas. Anna sofreu a mutação do gene BRCA e aceitou participar neste ensaio apenas um mês depois de a mãe ter morrido devido a cancro na mama.

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