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Pais pedem ajuda aos filhos na hora de usar novas tecnologias

Pais pedem ajuda aos filhos na hora de usar novas tecnologias

Progenitores acreditam que o uso das novas tecnologias diminuiu a comunicação com os filhos.

Sete em cada dez pais pedem ajuda aos filhos para usar o telemóvel e quatro em cada dez confiam nos filhos para explicações sobre como utilizar o computador ou navegar na Internet. Estes são os resultados do inquérito do Centro de Investigações Sociológicos (CIS) espanhol, publicados esta terça-feira.

A mesma investigação considera que o uso das novas tecnologias nos últimos anos causou um impacto negativo na comunicação entre pais e filhos, prejudicou relações entre casais e aumentou os conflitos familiares.

Nove em cada dez pais reconheceram que as novas tecnologias mudaram o quotidiano familiar e apontaram que os jovens "têm dependência". Ainda que quase a mesma proporção de inquiridos acredite que "é um problema para a educação em família", a mesma admite que a influência desta inovação é "inevitável".

Os progenitores consideraram também que a idade apropriada para os filhos terem acesso às redes sociais situa-se entre os 16 e 18 anos (40%) ou entre os 12 e 15 anos (39,6%). Mas quando os investigadores perguntaram com que idade os filhos começaram a usar essas ferramentas, a maioria (45%) respondeu que entre os 6 e 11 anos.

Ainda assim, metade dos inquiridos acredita que o uso da Internet devia começar entre os 12 e 15 anos, algo que não corresponde à realidade (os jovens começam a utilizar a Internet entre os 6 e 11 anos).

15,6% dos pais teme que os filhos sejam assediados ou intimidados a troca de favores sexuais. Por isso, afirmam que os maiores riscos são a difusão de fotografias ou vídeos comprometedores (37,7%) ou a revelação de demasiada informação (22,9%).

Ainda que os pais consultados acreditem que as novas tecnologias permitem fazer novos amigos ou relacionar-se com com familiares que vivem longe, defendem que as mesmas isolam quem as utiliza, tornam os utilizadores "mais preguiçosos" e ajudam ao "desperdício" de tempo.

O inquérito feito em março incidiu sobre o uso e influência da Internet, o telemóvel ou as redes sociais na vida pessoal e familiar dos inquiridos. Foram consultadas 2.467 pessoas, através de entrevistas pessoais, das quais cerca de 92% usam o telemóvel e 72,1% usam o Whatsapp ou outra aplicação de mensagens instantâneas.

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