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Realidade virtual em 360 graus será tendência em 2016

Realidade virtual em 360 graus será tendência em 2016

Os vídeos filmados a 360º não são novidade, mas atingiram uma popularidade sem precedentes em 2015.

À "boleia" do Youtube e do Facebook, que passaram a permitir o "upload" de vídeos interativos nos seus servidores, muitas têm sido as experiências feitas com tecnologia 360º nos últimos tempos. Basta ter acesso à Internet para poder mergulhar num recife virtual, experimentar uma montanha russa sem sair do sofá, passear pelas ruas de uma cidade através do Google Street View em modo Virtual Reality ou até assistir a uma peça de teatro do ponto de vista de um ator no Google Cultural Institute.

Hoje em dia, é possível ir até ao Facebook ou Youtube e ver vídeos a 360º graus: basta ter um computador ou smartphone e usar o rato ou o aparelho para passear pela tela dos vídeos disponibilizados. E já não são necessários os chamados óculos de realidade virtual para que o utilizador usufrua verdadeiramente da experiência.

A tecnologia imersiva está cada vez mais em voga e serve para dar ao utilizador uma experiência o mais real possível. Com este tipo de formato, é possível explorar todos os cantos de um espaço, real ou virtual, e escolher um ângulo para assistir ao que nos é mostrado. E, com a aposta que empresas como a Google, o Facebook e a Samsung têm feito, é uma experiência cada vez mais democrática.

Mas como funciona esta tecnologia, que coloca o poder de decidir o que ver nas mãos de quem assiste? Um vídeo 360º é composto pelas imagens recolhidas ao mesmo tempo por um conjunto de câmaras ou por uma câmara especial, posicionadas à volta de um determinado espaço. Quando combinadas, estas câmaras gravam uma cena em simultâneo, em 360 graus.

360º também em Portugal

Um exemplo recente da utilização da tecnologia 360 em Portugal é o videoclipe de AGIR, "Como ela é bela", que foi lançado em novembro. Nesta produção disponibilizada online (e para a qual não é necessário óculos nenhuns) é possível ver todos os ângulos do cenário que compõe o vídeo do artista português. A ideia foi recebida com entusiasmo pelos fãs do cantor e já conta com mais de meio milhão de visualizações e centenas de comentários.

Roger Oliveira, o "alfaiate digital" responsável pelo vídeo e que já trabalha com este tipo de tecnologia desde 2010, acredita que o sucesso do vídeo de Agir representa a "afirmação do 360º" em Portugal, pois "conseguiu chegar a muita gente" e trazer a tecnologia ao "mainstream". "2015 foi o ano da novidade, mas 2016 será o ano da confirmação do 360º por cá", assegura o criador.

"É uma forma nova de ver as coisas, mas já há um grande interesse por parte de muitas entidades neste novo registo. E ainda há muito para explorar", garantiu Roger Oliveira.

Portugal foi, igualmente, o primeiro país a transmitir em direto um jogo em tecnologia imersiva 360, em setembro, durante o FC Porto - SL Benfica, que os Dragões venceram por 1-0. Na altura, apenas quem possuísse os óculos da Samsung poderia assistir em direto, mas uma amostra do que foi possível visualizar nessa altura foi disponibilizado no Youtube para toda a gente ver.

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