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Zuckerberg "solidário" com luta da Apple contra o FBI

Zuckerberg "solidário" com luta da Apple contra o FBI

O criador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, declarou-se solidário com o administrador da Apple, Tim Cook, por recusar desbloquear o iPhone do autor de um atentado.

"Não acho que exigir acessos secundários a dados encriptados vá ser uma forma eficaz de aumentar a segurança ou seja realmente a coisa certa a fazer. Estamos bastante solidários com Tim e a Apple", disse Mark Zuckerberg no maior congresso mundial de telemóveis, em Barcelona.

Ao mesmo tempo, prosseguiu, "sentimos que, ao dirigir esta grande comunidade em rede, temos uma grande responsabilidade em ajudar a impedir o terrorismo e os diferentes tipos de ataques".

"Se tivermos a oportunidade de trabalhar com o Governo para nos assegurarmos de que não haverá ataques terroristas, obviamente aproveitaremos essa oportunidade", observou.

A polémica surgiu no início deste mês, quando a Apple se recusou a ajudar a polícia federal norte-americana (FBI) a aceder ao conteúdo de um iPhone pertencente ao falecido Syed Farook que, juntamente com a mulher, protagonizou um tiroteio em San Bernardino, na Califórnia, em dezembro passado, fazendo 14 mortos.

A Apple argumenta que cooperar com a investigação, abrindo uma exceção à proteção de dados dos telemóveis que produz, vai minar a privacidade e a segurança dos seus aparelhos, enquanto o Governo norte-americano contrapõe que se trata de um pedido isolado que ajudará numa investigação importante.

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