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Tribunal de Justiça da UE aceita uso de "port" em nome de uísque

Tribunal de Justiça da UE aceita uso de "port" em nome de uísque

O Tribunal de Justiça da União Europeia aceitou que uma destilaria do Reino Unido utilize a designação "port" na marca de um uísque, rejeitando os argumentos do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.

Num acórdão divulgado esta quinta-feira, o Tribunal de Justiça da UE assinala "que não se pode considerar que a incorporação numa marca de uma denominação protegida, como a denominação de origem 'port', seja suscetível de explorar a reputação dessa denominação de origem quando a referida incorporação não leve o público relevante a associar essa marca ou os produtos para os quais foi registada à denominação de origem em causa ou ao produto vitivinícola para o qual esta é protegida".

O litígio original opôs o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) ao Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) por este ter registado como marca da UE o sinal distintivo "Port Charlotte", da empresa britânica Bruichladdich Distillery, pedido para identificar uísque.

O EUIPO rejeitou o pedido de declaração de nulidade desta marca, apresentado pelo IVDP, que recorreu ao Tribunal Geral da UE.

Este órgão, no seu acórdão de 18 de novembro de 2015 (processo T-659/14 Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto / EUIPO - Bruichladdich Distillery (PORT CHARLOTTE) julgou parcialmente procedente o recurso interposto pelo IVDP contra a decisão.

O EUIPO recorreu para o Tribunal de Justiça que, no acórdão desta quinta-feira anula a decisão do Tribunal Geral e, julgando ele próprio sobre o processo, nega provimento ao recurso interposto pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto IP contra a decisão do EUIPO.

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