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Habitação a custos controlados para jovens

Habitação a custos controlados para jovens

A Câmara de Aveiro e uma construtora de Marco de Canaveses vão assinar um contrato de desenvolvimento de habitação a custos controlados para facilitar a compra de casa por parte de jovens com poucos recursos.

A empresa é a Efimóveis, SA, de Marco de Canaveses, e o contrato, aprovado, por unanimidade da reunião de Câmara de segunda-feira, prevê a construção de 48 fogos, em Esgueira, aos quais terão acesso preferencial os jovens de fracos recursos. De acordo com o presidente da Câmara, Élio Maia, trata-se de introduzir uma "preocupação social" mais forte nos contratos de habitação a custos controlados (CDH), que já usufruem de benefícios do Estado, que, em contrapartida, fixa o preço de venda das habitações através de portaria.

O objectivo é "apoiar os que menos podem, facilitando-lhes o acesso à compra de habitação" , afirmou Élio Maia, na reunião de Câmara, admitindo que este modelo de CDH, dirigido a casais jovens, poderá ser alargado, no futuro, a outros estratos da população, "se correr bem".

Os 48 fogos destinam-se, preferencialmente, a jovens com idade até 35 anos e a casais cuja soma de idades não ultrapasse os 70 anos e não tenham rendimentos mensais superiores a 1000 euros.

Outra diferença é que, ao contrário dos CDH, neste caso é a Câmara Municipal e não o promotor que vai fazer a selecção dos candidatos. A escolha será feita por um júri constituído pelo vereador dos pelouros da Habitação e da Acção Social e por dois técnicos municipais destas áreas.

O executivo municipal aprovou, também, anteontem, a adjudicação, por cerca de 700 mil euros, dos arranjos urbanísticos na zona envolvente da igreja das Quintãs, uma aspiração da freguesia de Oliveirinha com mais de 10 anos, e uma proposta de alteração dos critérios de candidatura para os novos contratos-programa de desenvolvimento desportivo.

A vereação deu, ainda, luz verde ao alargamento do estudo de caracterização da população de pombos, que está ser desenvolvido pelo Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro , a outras espécies, como o pardal doméstico e as gaivotas.

O executivo, presidido por Élio Maia, aprovou, também, a versão definitiva do regulamento municipal de inspecção e manutenção de ascensores, escadas mecânicas e tapetes rolantes, que não registou qualquer reclamação durante o período de consulta pública, numa reunião, a primeira de 2009 (último ano do mandato), que os socialistas aproveitaram para fazer um balanço negro dos três anos de gestão PSD/CDS-PP.

"Aveiro é hoje conhecida pelos moliceiros podres, pelas BUGA moribundas e por autocarros, ferry e lanchas avariados", disse Marques Pereira, acusando a maioria de ter deixado instalar a "letargia" e um "estado geral de degradação" no Município. O socialista aproveitou para contrariar uma afirmação do vereador Pedro Ferreira, na Assembleia Municipal, onde teria acusado os executivos do PS de "nada terem feito" na área da Educação, e apresentou uma lista de obras nas escolas. Pedro Ferreira precisou que o que disse foi que os socialistas "fizeram pouco".

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