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Braga

Padre nega ter fugido após acidentes e diz que foi celebrar missa

Padre nega ter fugido após acidentes e diz que foi celebrar missa

O padre de 85 anos que circulou, segunda-feira, mais de meio quilómetro em contramão na Avenida António Macedo, em Braga, provocando dois acidentes, nega ter fugido do local.

Ao JN, João Luís Fontes diz que sempre esteve consciente de que circulava em sentido contrário e assim que encontrou as bombas de gasolina, a seguir ao túnel da estação de comboios, fez inversão de marcha e seguiu para o Colégio da Visitação, onde foi celebrar uma missa que tinha agendada para as 8 horas. Garante que não se apercebeu que tinha sido o responsável pelo acidente ocorrido entre um carro e uma carrinha de transporte de crianças.

Segundo o sacerdote, em pouco tempo reconheceu que tinha entrado em sentido contrário na Avenida António Macedo, depois do entroncamento da Rua de S. Martinho. Quando devia ter continuado para a Rodovia, direcionou-se para o sentido de Barcelos. "Vi os carros a passarem por mim e, então, liguei os sinais de luzes para chamar a atenção até encontrar uma saída. Sei que raspei o meu carro numa carrinha e parei de imediato. Quando olhei pelo retrovisor já não vi ninguém e decidi continuar a marcha. Mais à frente, quando encontrei as bombas de gasolina, dei a volta. Como não sofri mais nenhum embate, não sabia que o acidente que, depois, vi na estrada, tinha sido provocado por mim", justificou ao JN.

Para se desviar do carro em contramão, o condutor de um veículo do jornal "Correio do Minho" embateu contra uma carrinha de um colégio, mas ninguém ficou ferido.

João Luís Fontes sublinha que antes de iniciar a eucaristia, ainda tentou contactar as autoridades para contar o sucedido, mas sem sucesso. A PSP encontrou-o, depois, na instituição onde celebrou a missa. O padre de Merelim S. Paio foi identificado e sujeito ao teste de álcool, que deu negativo. João Luís Fontes conta ainda que regressou a casa, "sem carta apreendida".

A PSP disse ao JN que foi elaborado o auto do acidente e será a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária a decidir a contraordenação, não avançando com crime de fuga.

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