Cheias

Câmara recorda que administração do Parque Verde tinha de ter seguro

Câmara recorda que administração do Parque Verde tinha de ter seguro

A Câmara Municipal de Coimbra recordou que o adjudicatário dos estabelecimentos do Parque Verde do Mondego tinha de ter um seguro até ao final da exploração que incluísse danos decorrentes de cheias.

O administrador do agrupamento de empresas que gere o Complexo Verde Mondego alertou para prejuízos de 2,5 a três milhões de euros resultantes das cheias a 11 e 12 de janeiro, referindo à agência Lusa que nenhuma seguradora aceita fazer seguro contra cheias desde 2014, devido ao excesso de sinistralidade.

O município refere que o alvará estabelece que o adjudicatário dos estabelecimentos de restauração e afins do Parque Verde do Mondego "tem de celebrar e manter em vigor até ao final da exploração um seguro de responsabilidade civil com um valor no mínimo de 2.500.000 euros" e que deve incluir "danos decorrentes de cheias".

Em nota de imprensa, a Câmara recorda ainda que no caderno de encargos é estabelecido que o adjudicatário "é o único responsável pela cobertura dos riscos resultantes de circunstâncias fortuitas e/ou imprevisíveis e de quaisquer outras, nomeadamente as decorrentes de cheias".

O mesmo caderno aponta para a possibilidade de o nível da água subir 0,5 metros de cinco em cinco anos e 1,9 metros de 20 em 20 anos, sendo que "o adjudicatário deverá desenvolver o seu projeto de forma a minimizar o efeito destas cheias", nomeadamente através "de um plano de emergência" - o qual está a obrigado a elaborar.

Na nota de imprensa, a Câmara Municipal de Coimbra sublinha ainda que no dia 8 um dos responsáveis pela exploração dos estabelecimentos foi avisado da possibilidade de inundações rápidas e que no dia 11 o segurança do espaço foi alertado para a previsão de subida dos caudais, "que poderiam inundar a zona dos bares".

"Nessa mesma altura, o diretor municipal de proteção civil efetuou duas tentativas de contacto telefónico" com o responsável do espaço, "mas sem sucesso".

Segundo o administrador do agrupamento de empresas que gere o Complexo Verde do Mondego, Rogério Emídio Silva, esta foi a maior cheia alguma vez verificada desde o início da exploração daqueles espaços à beira-rio, em 2004, tendo a água atingido 1,40 metros "dentro das casas".

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