Saúde

Ministério Público já mandou investigar morte de bebé na Guarda

Ministério Público já mandou investigar morte de bebé na Guarda

Ainda decorria a conferência de imprensa convocada esta manhã pela ULS da Guarda quando entraram nas instalações do hospital inspetores da Policia Judiciária.

A família da criança que morreu, esta quinta-feira, no serviço de obstetrícia ainda não formalizou queixa, mas basta que o Ministério Público tenha notícia da ocorrência para mandar investigar. E foi o que aconteceu, como confirmou ao JN fonte da investigação.

Já quanto aos factos, o Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde da Guarda pouco adiantou ao que já se sabia.

Ainda à espera do relatório preliminar do serviço de obstetrícia e do departamento de saúde materno -infantil, o presidente do CA, Carlos Rodrigues, informou apenas que já pediu à tutela a "nomeação de instrutores externos" para averiguar as circunstâncias da morte da bebé, no âmbito do processo de averiguações que a Administração Regional de Saúde do Centro(ARSC) confirmou entretanto ter aberto.

Em comunicado enviado às redações, diz "lamentar profundamente a situação ocorrida" e que "serão apuradas todas as responsabilidades e consequências" resultantes desse mesmo processo de inquérito.

Recorde-se que, esta quinta-feira, uma mulher em final de gestação perdeu a bebé, depois de ter estado à espera uma hora e meia para ser vista por um obstetra, que se encontrava no hospital. Segundo a família, a parturiente esteve à espera do médico mais de hora e meia, apesar de estar com perdas de sangue.

Cláudia Costa tinha o parto por cesariana agendado para o próximo dia 27. No entanto, deslocou-se ontem de manhã ao serviço de obstetrícia com perdas de sangue. Intuiu que ia ser mãe mais cedo. Cláudia Costa entrou em trabalho de parto e já não foi autorizada a sair da unidade de saúde.

Soube o JN que a equipa de enfermagem procedeu de imediato ao registo dos batimentos cardíacos e que, percecionando a aparente pressa do bebé para nascer, chamou o médico que estava no hospital, que não compareceu. Quando o obstetra, um médico reformado de Santarém, decidiu finalmente responder à emergência, não havia nada a fazer pela criança.

Ministério anuncia investigação

O ministro da Saúde disse hoje que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde está a acompanhar o inquérito.

Adalberto Campos Fernandes falava hoje aos jornalistas, no final da comissão parlamentar de Saúde, em Lisboa.

Entretanto, a ARS do Centro (ARSC) emitiu um comunicado, no qual se lê que esta organização "procedeu à instauração de um processo de inquérito ao caso da morte de um bebé, verificada no dia de ontem, 16 de fevereiro, no serviço de Urgência do Hospital Dr. Sousa Martins na Unidade Local de Saúde da Guarda, IP".

"A ARSC lamenta profundamente a situação ocorrida e garante que serão apuradas todas as responsabilidades e respetivas consequências resultantes do processo de inquérito".

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