Oeiras

Sintomas de intoxicação alimentar levam 31 alunos ao hospital

Sintomas de intoxicação alimentar levam 31 alunos ao hospital

Uma alegada intoxicação alimentar, na Escola Básica Integrada Sophia de Mello Breyner, em Carnaxide, Oeiras, levou, esta sexta-feira, 31 crianças ao hospital, por precaução, adiantou ao JN fonte do INEM.

De acordo com a mesma fonte, cerca das 16 horas, os meios de socorro estavam ainda na escola a fazer a triagem das crianças, sendo que 17 foram transportadas para os hospitais de S. Francisco Xavier (Lisboa), Amadora-Sintra e da Estefânia (Lisboa).

As vítimas apresentavam os sintomas compatíveis com intoxicação alimentar, nomeadamente vómitos, náuseas e dores de cabeça. Ainda assim, segundo apurou o JN, nenhuma das crianças apresentava um quadro clínico grave.

Ao todo, terão sido servidas 200 refeições naquela escola. A ementa foi peixe e arroz com ervilhas, segundo foi possível apurar.

Fonte do Hospital S. Francisco Xavier, citada pela agência Lusa, indicou, cerca das 16.20 horas, que a unidade recebeu sete crianças com idades entre os 8 e os 14 anos, que "não estão em estado grave e estão a ser hidratadas". Espera-se que tenham alta em breve, segundo a mesma.

Por sua vez, fonte do Hospital Amadora-Sintra confirmou à Lusa que, até às 16:10 horas, tinham dado entrada seis crianças, com idades entre os 7 e os 12 anos, numa situação "estável, apresentando dores de estômago".

Junto á escola, familiares de alunos afirmaram que não é a primeira vez que acontece e que as crianças se queixam da má qualidade das refeições.

Maria do Rosário Neto foi avisada pela Escola Sophia de Mello Breyner de que a sua neta de 10 anos tinha sido levada para o hospital "com vómitos, dor de cabeça e diarreia" e a criança está neste momento no Hospital Amadora-Sintra.

"É a segunda vez que a minha neta vai para o hospital depois de almoçar na escola e isto acontece porque não há higiene nem fiscalização", afirmou.

Já o delegado de Saúde de Oeiras disse à agência Lusa que está a ser feita uma inspeção à cozinha e à comida que terá provocado a intoxicação alimentar.

"Não se pode dizer que a cozinha tenha condições más. À primeira vista são normais, mas vamos ter de esperar pelos resultados, pela avaliação. O processo não demora, talvez amanhã [sábado] já se saiba mais em concreto", destacou Amado Jacinto.

Em comunicado emitido pela escola, é explicado que 43 alunos apresentaram sintomas de vómitos, dores abdominais e de cabeça. Destes, 12 tiveram alta no local e foram para casa com os Encarregados de Educação e 31 foram encaminhados para diversas unidades hospitalares.

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