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Gondomar

Vizinhos salvam família do fogo

Vizinhos salvam família do fogo

Moradores retiraram casal e menino de cinco anos de habitação em chamas, em Rio Tinto.

Um casal com 76 e 66 anos e um sobrinho de cinco foram salvos do fogo numa habitação pelos vizinhos, em Rio Tinto (Gondomar). Os três foram hospitalizados. Tanto a criança como a tia ficaram feridas com gravidade. O incêndio na Calçada de Medancelhe deflagrou pouco depois das 8.30 horas de sábado e foram os vizinhos que resgataram a família da casa. E que, com mangueiras, combateram o fogo, antes da chegada dos Bombeiros Voluntários da Areosa/Rio Tinto.

As causas ainda estão por apurar. Mas pelas informações recolhidas junto de familiares, na origem das chamas terá estado um curto-circuito que afetou aparelhos como o televisor e o computador.

Quando os vizinhos arrombaram as portas, encontraram a mulher, Olívia Évora, de 66 anos, inanimada na cozinha. Também o menino, Luciano Nogueira, que sofre de bronquite, terá perdido os sentidos devido ao muito fumo inalado. Augusto Pires, de 76 anos e com problemas de locomoção, estava num compartimento ao lado da divisão onde deflagrou o incêndio.

Foi a vizinha Filomena Lima, de 38 anos, que deu o alerta. De imediato, o marido Paulo, de 46 anos, e o filho Fábio, de 19, correram para a habitação em chamas e, com a ajuda de outros dois moradores da zona, arrombaram a porta e resgataram o casal e a criança. Ana, de 17, agarrou-se ao telefone para avisar autoridades e meios de socorro.

"Mal a minha mulher me alertou, saí a correr, em pijama e descalço. O meu filho foi logo atrás e, com a ajuda de dois senhores, conseguimos salvar as pessoas, que era o que importava", contou Paulo.

Olívia inspira mais cuidados

Olívia Évora sofreu queimaduras nas mãos, na face e na cabeça. É a vítima que inspira mais cuidados. Foi levada para o Hospital de S. João, no Porto, onde ficou em coma induzido. O pequeno Luciano também seguiu para o S. João, mas foi transferido para o Centro Materno-Infantil. Augusto recebeu assistência no Santo António, mas à noite já tinha recebido alta, tendo ido para casa de familiares.

"Foi uma tragédia. É gente humilde. Vi labaredas e fumo. As pessoas, algumas ainda de pijama e outras de galochas, porque estavam a tratar dos campos, acudiram à situação", recordou Paula Silva, moradora nas redondezas e a falar da solidariedade que prevaleceu.

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