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Dezenas de lojas de comércio tradicional encerraram no Porto

Dezenas de lojas de comércio tradicional encerraram no Porto

Lojas de lãs, material eletrónico, ourivesarias, tabacarias, mercearias, agências de viagem e cafés encerraram na cidade do Porto no último semestre, alertou, este domingo, a Associação dos Comerciantes do Porto, que defende a urgência de um "plano estratégico para o comércio".

A ourivesaria Margarida e a mercearia Manuel da Silva, da Avenida Fernão Magalhães, ou a tabacaria Adão de Oliveira da Rua do Bonfim, encerraram no último semestre.

Também nos últimos seis meses fechou a agência de viagens '3 Vitória's' na Rua D. Carlos Cal Brandão, a 'Diodo' com material eletrónico localizada na Rua da Fábrica, a loja de lãs 'Irmãos Martins', na Alexandre Braga, e o café 'lounge' ao final da Rua da Boavista.

Mas há muitos mais espaços de comércio tradicional que fecharam no Porto, conta o presidente da Associação dos Comerciantes do Porto (ACP), Nuno Camilo, que alerta que o nível de encerramento de estabelecimentos comerciais no distrito do Porto é de 20 por dia.

Encerraram também lojas carismáticas como a Casa Forte, na Sá da Bandeira, a 'Rubi' com vestuário exclusivo que existia na Rua 31 de Janeiro ou a Casa Tamegão, que vendia louças, cristais e serviços na Rua Formosa.

Para o presidente da ACP é urgente a implementação de um "plano estratégico para o comércio", porque se está a viver um "momento de emergência empresarial".

Dados do Movimento Empresarial da Restauração indicam ainda que encerraram, desde o início de 2013, "320 empresas" na área metropolitana do Porto, direta ou indiretamente ligadas ao setor da restauração.

Nuno Camilo recorda que existem 600 mil pessoas a trabalhar no setor comercial e que só no setor da restauração, no ano de 2012, foram extintos "40 mil postos de trabalho", uma consequência do aumento do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) de 13 para 23%.

A nível nacional há cerca de 100 encerramentos por dia e como contrapartida, abrem apenas "15 a 20 por dia", conta Nuno Camilo, reiterando a necessidade de um "plano estratégico para o comércio" para suavizar as dificuldades em cumprir os aumentos de impostos.

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