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Manifestação contra falta de condições de trabalho nos barcos do Douro

Manifestação contra falta de condições de trabalho nos barcos do Douro

Os cais de Gaia e do Porto são este sábado palco de uma manifestação contra a precariedade dos trabalhadores nos barcos do Douro, assunto que já mereceu o repúdio do empresário Mário Ferreira.

Na sua página do Facebook, o responsável da Douro Azul reage de forma contundente contra uma notícia publicada esta sexta-feira pelo jornal Público, que dá conta de denúncias de "escravatura" e "medo" nos barcos que operam no rio.

Para as 10 horas deste sábado, em Gaia, e para as 15 horas, no Porto, estão marcados os protestos da Plataforma Laboral e Popular, criada em 2016.

O objetivo é denunciar, por exemplo, "os salários baixos, contratos maioritariamente temporários, quase sempre de três ou de seis meses (...), jornadas laborais de 60 horas semanais contínuas e dormidas a bordo em espaços exíguos", segundo refere a notícia, com base nas críticas da Plataforma, que diz serem corroboradas por trabalhadores e ex-trabalhadores.

Na sua reação à notícia, Mário Ferreira contesta o seu conteúdo e fala de "terrorismo social".

O empresário acusa Gonçalo Gomes, porta-voz da Plataforma e ex-trabalhador de três empresas de passeios fluviais, de não ser credível nas declarações que proferiu ao Público. Diz mesmo que é "um homem que aparenta graves perturbações mentais" e "tem nos últimos meses feito várias ameaças a muitos operadores turísticos no Douro".

"O jornal Público menciona o meu nome e o nome de vários operadores insinuando práticas não existentes, acreditem que nenhum operador foi chamado ao direito do contraditório", escreve Mário Ferreira no Facebook.

O empresário acrescenta ainda que Gonçalo Gomes é alvo de "vários processos crime", sendo dois deles da Douro Azul.

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