Porto

Rui Moreira não quer "TAP alfacinha"

Rui Moreira não quer "TAP alfacinha"

Para o Porto não "serve" existir uma TAP pública "que seja alfacinha". Mas se a empresa sempre for privatizada, o mercado tratará de preencher as lacunas deixadas no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Ou seja, serão os privados a fazer as ligações Porto-Madrid, Barcelona, Milão e Roma que a TAP tenciona cancelar a partir da Páscoa. Esse foi o aviso feito, nesta manhã de terça-feira, pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

"Estamos a ver se encontramos soluções alternativas ao serviço público", revelou Rui Moreira, em declarações aos jornalistas, na Câmara do Porto. O autarca adiantou ainda que reuniu, na quarta-feira, em Madrid, com um operador privado para apurar se teria interesse em substituir a TAP na ligação Porto-Milão, uma das quatro que serão canceladas pela operadora pública, a partir da Páscoa. Rui Moreira escusou-se, contudo, a especificar que operador contactou.

"Se a TAP abandona o Porto, o Porto abandona a TAP", avisou o autarca independente.

No entanto, o recurso ao mercado privado para garantir que, no Porto, continuem a existir ligações diretas com as principais cidades europeias, para Rui Moreira, só faz sentido se a TAP sempre for privatizada. Caso se concretizem aquelas que parecem ser as intenções do atual Governo de manter a empresa na esfera pública, o autarca portuense vai exigir que seja cumprido o "serviço público".

"Aí teremos que perguntar se o interesse público é só Lisboa. Aí exigimos serviço público e que a TAP não seja alfacinha, seja TAP Portugal", afirmou Rui Moreira, convicto de que o reforço das ligações Porto-Lisboa e a criação de uma ligação direta Vigo-Lisboa significa dizer "que querem que os passageiros da Galiza viagem para África ou para a América Latina através de Lisboa".

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