Porto

Verbas do PIDDAC causam revolta

Verbas do PIDDAC causam revolta

Os autarcas dos concelhos do Grande Porto que não tiveram qualquer verba inscrita no PIDDAC dizem-se revoltados, sobretudo com a ausência de  dinheiro para a linha da Trofa. Isto quando, apontam também os dirigentes partidários, o Governo mantém o TGV.

Tirando alguns apoios para obras em escolas, este será o "quinto ou sexto ano consecutivo" que a Póvoa de Varzim não tem qualquer verba no plano de investimentos do Estado Central. O autarca Macedo Vieira (PSD) está "completamente desiludido".

"Nos últimos anos, o nosso PIDDAC tem sido sempre zero. Já estou habituado. Mas isso não quer dizer que não esteja completamente desiludido", sublinha Macedo Vieira, considerando que, "nos últimos quatro anos, o que José Sócrates tem feito ao país é absolutamente criminoso".

No ano passado, a Póvoa do Varzim recebeu a companhia de Penafiel no patamar dos concelhos do Grande Porto que não constavam do PIDDAC. Este ano, tem ao seu lado Valongo, Maia e Trofa. Estes dois últimos municípios ligados por um projecto em comum: o prolongamento da Linha Verde do metro, que não recebe qualquer apoio do Estado.

A presidente da Câmara da Trofa, Joana Lima, está "surpreendida". Bragança Fernandes diz-se revoltado. "É uma vergonha. Foi aberto o concurso público, tiraram os carris, as pessoas deixaram de ter comboio e agora não há metro", aponta o autarca da Maia, acusando o Governo de violar o protocolo assinado com a Junta Metropolitana, que indicava tratar-se de um projecto prioritário.

Já em Matosinhos, o autarca socialista Guilherme Pinto não ficou desiludido com a exclusão do PIDDAC do alargamento da A28 e do Portinho de Angeiras. "Podem ser financiadas fora do PIDDAC. Vamos aguardar que se concretizem", diz o presidente da Câmara de Matosinhos, acrescentando que já "esperava" um PIDDAC que "reflecte as dificuldades do país" e "não prejudica" o Porto em relação a Lisboa.

O líder distrital do CDS/PP pensa, contudo, de outra forma. "Para o Porto, apenas mandam verbas pequenas que nem chegam para avançar com as obras. Só enganam as pessoas. É absolutamente indecente", afirma Henrique Campos e Cunha.

Adriano Rafael, vice-presidente do PSD/Porto concorda: "O Orçamento continua a contemplar mega-investimentos em Lisboa como o TGV, que vai custar quatro mil milhões de euros", aponta, considerando, assim, que "o Porto é prejudicado na   globalidade".

"O PIDDAC acentua desigualdades antigas entre Porto e Lisboa", reforça o deputado bloquista João Semedo, lamentando o pouco investimento público no Grande Porto, à excepção do Centro de Reabilitação do Norte.

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