Vila Nova de Gaia

Escarpa da Serra do Pilar terá obras no verão

Escarpa da Serra do Pilar terá obras no verão

A consolidação da Escarpa da Serra do Pilar, em Gaia, e a construção de um passadiço ciclo-pedonal entre o largo sob a Ponte do Infante e o Cais de Quebrantões avançarão no verão. As obras custarão quatro milhões de euros e já têm financiamento europeu aprovado de três milhões.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, trouxe este sábado a Gaia a notícia da aprovação do financiamento da consolidação da Escarpa da Serra do Pilar, "uma das quatro maiores zonas de risco de derrocada do país", beneficiando do apoio europeu de três milhões de euros (no âmbito do PO SEUR - Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos) e de comparticipações da Administração Central e da Câmara de Gaia no valor de um milhão de euros.

O governante lembrou que há candidaturas semelhantes ao PO SEUR para intervir em zonas de risco de derrocada nas cidades de Setúbal, de Palmela e de Santarém. "O montante global do Fundo de Coesão para as quatro candidaturas é de 13 milhões de euros, mas o investimento será certamente superior", especificou, apontando o exemplo de Gaia em que a obra total custa quatro milhões e o apoio retirado do Fundo de Coesão é de três milhões.

A confirmação ministerial permite que o Município de Gaia lance o concurso público para a consolidação da escarpa e para a reabilitação da frente fluvial entre o tabuleiro inferior da Ponte de Luís I e o Cais de Quebrantões, em Oliveira do Douro, nos próximos dias. A expectativa do presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, é que a intervenção possa começar no verão.

A par da consolidação da Escarpa da Serra do Pilar, será feito o alargamento da Rua de Cabo Simão "para permitir o acesso de veículos de emergência" e a construção de um passadiço pedonal em madeira entre o largo sob a Ponte do Infante e o Cais de Quebrantões. Nesse percurso pedonal e ciclável, serão instaladas duas varandas, em jeito de miradouros, sobre o rio Douro. Uma das varandas ficará entre as pontes do Infante e de Maria Pia e a outra surgirá mais próximo da travessia ferroviária.

Este projeto integra-se num plano mais vasto de reabilitação da marginal do rio Douro que a Autarquia pretende desenvolver nos próximos anos. Eduardo Vítor Rodrigues sublinhou a ambição municipal de "recuperar toda a margem ribeirinha desde a Ponte de Luís I até Lever", no extremo do concelho. Finda essa tarefa, Gaia ficaria com um percurso pedonal e ciclável de 20 quilómetros na frente fluvial.

"O rio Douro é estratégico para Vila Nova de Gaia e pode constituir-se um elemento natural e económico de crescente importância para a cidade e para os gaienses", atentou o socialista, assinalando que, no próximo mês de março, será aberto o concurso público para a requalificação da marginal do Areinho de Avintes até ao Cais do Espinhaço. "Posteriormente, será possível fazer a reabilitação entre os cais do Espinhaço e do Esteiro ao longo de dois quilómetros", realçou ainda.

O Município também já apresentou uma candidatura ao PO SEUR no valor de 1,95 milhões de euros para reforçar a proteção da margem do Douro entre a Quinta dos Cubos, em Oliveira do Douro e o Cais do Esteiro, em Avintes, restabelecendo a passagem pedonal. No cais do Esteiro, a Autarquia prevê instalar um embarcadouro deslocado da margem (devido ao assoreamento daquela zona que impede o uso do cais na baixa-mar) para permitir a acostagem de embarcações turísticas.

Os projetos e os estudos técnicos para transformar a marginal do Douro num percurso ciclo-pedonal ao longo de 20 quilómetros têm sido desenvolvidos pela Câmara de Gaia, que encabeçará a "proposta de classificação das Encostas do Douro como área de paisagem protegida local". Para Eduardo Vítor Rodrigues, essa classificação irá conceder-lhe "um estatuto legal de proteção adequado à manutenção da biodiversidade e do património natural e cultural".

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