Caparica

João Quadros tira filho do areal instantes antes de avião cair

João Quadros tira filho do areal instantes antes de avião cair

João Quadros não é crente. Mas não consegue encontrar razão objetiva para ter ido buscar o filho ao areal, escassos momentos antes de o avião ligeiro que aterrou na praia de São João, na Costa de Caparica, ter causado duas mortes.

"O meu filho estava junto à água a brincar e eu estava cá em cima, no bar. Senti um arrepio na espinha e disse à minha filha: "Espera aqui pelo pai que vou buscar o teu irmão". Assim fez.

O argumentista e humorista já estava de regresso ao bar, na companhia do filho, quando ouviu um barulho estranho. "Até parecia o som de um motor vindo do mar". Não era. "Olhei para trás, vi um avião muito baixo que parecia estar a planar e não em queda".

Depois disso, conta, "aterrou, atingiu primeiro um senhor, voltou a levantar e depois chocou com extrema violência contra uma miúda que estava a brincar na areia. Foi a maior sorte da minha vida", confessa.

João Quadros ainda tem dificuldade em descrever o que se seguiu depois, sobretudo em virtude do desespero da mãe da menina atingida. "Se tivesse sido 15 minutos antes, a desgraça podia ser muito maior", refere ainda, explicando que, por causa do vento que, momentos antes, começou a ficar mais intenso, houve muitas crianças que abandonaram a zona do areal onde acabou por aterrar a aeronave. "Foi tudo tão repentino que houve três miúdos que escaparam porque se baixaram".

No meio do caos, o argumentista e humorista adianta que se viveram momentos de tensão, dado que houve populares que tentaram agredir os dois pilotos. Algo que, sublinha, acabou por não acontecer, devido à intervenção de outras testemunhas.

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