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Morreu Artur Agostinho

Artur Agostinho morreu esta terça-feira aos 90 anos, no Hospital de Santa Maria, onde estava internado há uma semana. As cerimónias fúnebres estão agendadas para quarta-feira, com a realização de uma missa de corpo presente às 14.15 horas, seguida do funeral, pelas 16 horas, no cemitério de Benfica.

De acordo com informação do jornal "Record", diário onde Artur Agostinho era colunista, a missa de corpo presente decorre na Igreja São João de Deus, junto à Praça de Londres, seguindo o funeral para o cemitério de Benfica.

Artur Agostinho nasceu em Lisboa em 1920 e tornou-se uma das caras mais populares da sociedade portuguesa, com uma carreira longa que se estendeu por várias áreas. Foi jornalista, locutor, apresentador, colunista e até actor, e está ligado à memória colectiva do país.

O presidente da República condecorou-o em Dezembro passado com a comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Na ocasião o antigo locutor da Emissora Nacional afirmou que este era "o dia mais feliz da sua vida".

No início de Março, Artur Agostinho apresentou um novo livro, "Flash-back - Uma história da vida real", editado pela Ésquilo.

Artur Fernandes Agostinho iniciou carreira em 1938 na Rádio Luso, tendo integrado os quadros da Voz de Lisboa, Clube Radiofónico de Portugal, Rádio Peninsular, Rádio Clube Português, Rádio Renascença e da Emissora Nacional, onde se fixou na área desportiva.

Como jornalista, colaborou nos jornais "A Bola", "O País", "Tribuna", "Norte Desportivo", "Mundo Português" e "Record", de que foi director entre 1963 e 1974, ano em que partiu para o Brasil onde permaneceu durante seis anos.

Neste país colaborou com a Rádio Globo, fundou o jornal "Portugal Esportivo" e escreveu dois livros, entre eles, "Português sem Portugal" (1977).

Regressado a Portugal, retomou a actividade como apresentador de programas televisivos e também actor, actividade em que se estreara em 1946 sob a direcção de Alejandro Perla, no filme "Cais do Sodré" e em que contracenou com Ana María Campoy, Barreto Poeira e Virgílio Teixeira.

Ao longo da vida participou em cerca de uma dezena de longas-metragens, com Laura Alves, Amália Rodrigues, Milú, António Silva, entre outros. "Perfeito Coração" (2009), realizado por Patrícia Sequeira, foi o último filme em que participou ao lado de Sandra Barata Belo e Ricardo Pereira, entre outros.

O locutor, nascido em Lisboa a 25 de Dezembro de 1920, teve várias participações como actor em séries televisivas, nomeadamente "Ana e os Sete" e "Casa da Saudade".

O radialista era já uma figura assídua dos ecrãs desde o começo da televisão em 1957, quer como comentador quer como apresentador de concursos, nomeadamente "Nove Fora Nove".

Artur Agostinho foi também fundador e director da agência de publicidade Sonarte e director do jornal "Sporting".

Ultimamente era colunista do "Record", que o escolheu como patrono de um prémio destinado a distinguir o desportista do ano, e que é atribuído desde 2005.

Em Dezembro, quando foi condecorado, o radialista afirmou sentir-se um "privilegiado" por fazer o que gostava e pertencer a "uma grande família" constituída por elementos da comunicação social mas também dos "rapazes do futebol" do seu tempo, actores e cantores.

Artur Agostinho publicou cerca de dez livros, entre eles, "Ficheiros Indiscretos" e os romances "Abutres", "Ninguém Morre Duas Vezes" e "Bela, Riquíssima e, além disso, Viúva".

No ano passado recebeu o Globo de Ouro SIC/Caras de Mérito e Excelência.

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