Autárquicas 2013

Bloco quer mais árvores no Porto

Bloco quer mais árvores no Porto

O candidato do BE à Câmara do Porto, José Soeiro, prometeu, esta sexta-feira, plantar cerca de 2.500 árvores por ano, no âmbito de uma política ambiental que visa aumentar os espaços verdes e a extensão dos arruamentos arborizados.

A candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda à Câmara do Porto dedicou este último dia de campanha eleitoral ao ambiente. Acredita que a conquista de uma mandato dará à autarquia uma imagem "mais verde, mais vermelha e menos cinzenta".

"Nos últimos anos foram abatidas centenas de árvores e foram impermeabilizados espaços verdes para dar espaço, nomeadamente, a lugares de estacionamento", lamenta o cabeça de lista, José Soeiro, apontando a rua da sede do partido, Álvares Cabral. Há anos que perdeu as sombras e multiplicou automóveis. "Grande parte da emissão de gases é da responsabilidade do automóvel individual".

Debaixo de uma chuva violenta ainda que intermitente, a equipa de Soeiro tomou simbolicamente conta de um lugar de estacionamento. Cobriu-o de alcatifa verde e colocou-lhe um banco de jardim branco e um vaso com uma laranjeira. E recordou que só 16% das ruas têm arborização numa cidade que oferece 15 metros quadrados de área verde a cada habitante, contra uma média europeia que passa os 20 metros quadrados.

O Bloco promete contrariar a poluição lutando pela plantação de 2500 árvores por ano e pela ampliação do Parque da Cidade, que viu a sua área impermeabilizada (para o queimódromo e o paddock do circuito da Boavista) crescer dos 43 mil metros quadrados previstos no plano diretor municipal para 103 mil. Promete ainda fazer crescer o Parque Oriental, que se ficou por dez hectares em vez de 80 prometidos em 2005.

"Faria muita diferença se esta candidatura tivesse representação na Câmara", acredita o jovem sociólogo, a que as sondagens atribuem cerca de 5% das intenções de voto. O candidato conta com os indecisos e com o apelo contra a abstenção para conseguir o que falta para eleger um vereador.

"Só o Bloco pode dar a garantia de que a esquerda que estiver na câmara não vai ser uma parte da governação da direita", concluiu, numa alusão à assumida disponibilidade do PS em coligar-se com a candidatura independente de Rui Moreira, apoiada pelo CDS e com elementos do atual executivo PSD/CDS.

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