Legislativas 2011

Passos Coelho rejeita aumento de impostos

Passos Coelho rejeita aumento de impostos

O presidente do PSD rejeitou, quarta-feira, "mais aumento de impostos" se vier a ser primeiro-ministro após as eleições legislativas de 5 de Junho e acusou o adversário socialista de ser "exímio em dizer o que não é".

Passos Coelho desafiou ainda o primeiro-ministro demissionário e recandidato "a explicar ao País se tenciona cumprir o que assinou, em matéria de baixa dos custos sobre o trabalho" porque até hoje "quem subiu impostos em Portugal foi o PS e o engenheiro Sócrates", referindo-se à diminuição da taxa social única (TSU).

"O PSD acha que o aumento de impostos que já está previsto por este Governo (demissionário e liderado pelo socialista José Sócrates) e no documento que assinámos com a 'troika' da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional já é mais do que suficiente. Não é preciso fazer mais aumento de impostos", disse Pedro Passos Coelho, à margem de uma visita ao distrito de Vila Real, no qual é cabeça de lista dos sociais-democratas.

O líder social-democrata afirmou que Sócrates é "exímio em dizer o que não é", exemplificou com a comunicação do chefe do Executivo sobre o acordo de ajuda externa com as instâncias internacionais e acusou-o de estar "insistentemente a querer dizer o que não está no programa do PSD".

"O IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) não é para subir. O que temos de fazer se formos Governo é reestruturar o IVA, o que significa que, nas três taxas já existentes, temos de reclassificar produtos e serviços de modo a alargar a receita", continuou.

Questionado sobre alegadas incoerências em termos de medidas a tomar por um futuro governo no seio do PSD, Passos Coelho negou e esclareceu que é o próprio a tomar as decisões políticas.

"Não há contradição nenhuma. No PSD, quem toma a decisão política sou eu como candidato a primeiro-ministro. Pode haver várias opiniões técnicas, mas só há uma decisão, que é a minha. Essa decisão está no programa eleitoral com que me apresentei aos portugueses. Nesse programa não se defende a extinção da taxa intermédia do IVA. Manteremos as taxas todas -- intermédia, normal e reduzida - e não iremos aumentá-las", concluiu.

Hoje, Eduardo Catroga, em entrevista ao Público, questiona a utilidade da taxa intermédia do IVA.

"A taxa intermédia serve para quê? Há aqui um grande potencial de aumento de receita", refere Catroga, que foi o principal negociador do PSD no acordo com a 'troika' que decidiu o montante de ajuda financeira a Portugal.

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