Cultura

Vidas que mudaram com o So Pitch

Vidas que mudaram com o So Pitch

O "So You Think You Can Pitch" 2011 reuniu 140 candidatos do país inteiro e 250 empresários. Cerca de 80 dos candidatos estão a trabalhar.

Os participantes do "So You Think You Can Pitch" têm a possibilidade de se encontrar com empregadores de diversas áreas de trabalho e discutir o mercado ou lançar ideias de negócio.

"Para todos aqueles que têm uma ideia de negócio e se consideram empreendedores por natureza, (o So You Think You Can Pitch) é uma passagem obrigatória", declara Marcelo Silva, um jovem de Aveiro com 21 anos, participante da edição de 2011.

O projeto "faz realmente pensar no modelo de negócio, faz-nos preparar um pitch sobre a nossa apresentação e ter um feedback real sobre a nossa ideia", explica. No final de 2011, 35,4% de jovens entre os 15 e os 24 anos encontravam-se desempregados. O projeto está direcionado para todos os que resistem ao conformismo e querem trabalhar. Marcelo acrescenta: "Tudo depende de nós, em lutar pelo que queremos. O So You Think You Can Pitch dá-nos as ferramentas e as oportunidades que desejamos".

Cerca de 80, dos 140 candidatos estão a trabalhar, na consequência direta da dinâmica do evento. "Eu encontro-me em Braga a trabalhar há 9 meses e estou muito bem! Vocês (organizadores do So Pitch) não só me deram esta oportunidade, como me deram asas para viver", relata Susana Assis, uma jovem de 25 anos natural de Viseu. Os participantes do So Pitch - organizadores, empresas e candidatos - são "cada vez mais conhecidos por uma energia inigualável", diz. Susana considera que a sua experiência no So Pitch foi marcante: "Penso muito 'se fosse agora tinha feito isto ou aquilo de maneira diferente'. Sempre me senti pequenina lá no meio, mas depois um sonho se concretizou".

Todos os candidatos estiveram em contacto com o real mundo do empreendorismo e interagiram na primeira pessoa com empresas e empresários. O projeto proporciona aos jovens a oportunidade de se darem a conhecer e construirem caminho no mercado. "Após a minha participação na final do So Pitch a minha vida ganhou novos horizontes", confessa Catarina Macedo, de Braga. "Ali estava eu, uma programadora de apenas 21 anos e ainda a concluir a licenciatura, quando recebi umas 20 respostas aos mails enviados no follow-up, de empresas interessadas em mim! A verdade é que consegui várias entrevistas e até pude ser eu a decidir qual das propostas de estágio aceitar", conta. Para Catarina, a participação no So Pitch não tem preço e considera que as aprendizagens que trouxe mudaram o rumo da sua vida. "Tem sido uma viagem fantástica em que reaprendi o valor que tenho, tanto a nível pessoal como profissional, descobrindo tudo aquilo que posso vir a ter e fazer no meu futuro, bastando ter apenas o máximo de vontade e motivação, e especialmente acreditando em nós e criando valor", partilha a jovem. "Recomendo este evento a qualquer um, sabendo em primeira mão que é uma experiência que pode mudar vidas".

Pedro Eloi, um jovem de 23 anos, natural de Lisboa, é um dos candidatos que considera que a iniciativa permite uma abertura que outras estruturas não têm. No So Pitch, Pedro teve "a oportunidade de mostrar o meu talento a quem realmente interessa". Após a final, "fui contactado para entrevistas e já estou a trabalhar como Web Designer numa das empresas que esteve presente", revela.

A estrutura do So Pitch tem uma dinâmica que põe à prova características dos candidatos que um Curriculo Vitae (CV) não inclui. O sistema consiste em fazer uma apresentação/entrevista para um painel de jurados. É pedido aos candidatos que falem sobre o seu projeto, ou sobre uma viagem que fizeram e que mudou as suas perspectiva sobre as coisas. "Obriga-nos a pensar 'out of the box'", explica Teresa Ayres, de 28 anos. A jovem natural do Porto aconselha o So Pitch a "quem quer trabalhar a sério, inovar o CV". Para Teresa, o evento é uma possibilidade para perceber que "há um mundo aí para descobrir". Mesmo para aqueles candidatos que não tiveram oportunidades de emprego como resultado direto da participação no So Pitch, a iniciativa "foi importante, acima de tudo, para mudar a minha forma de ver as relações de trabalho: O que é que eu tenho para dar? De que forma vendo o meu produto? Estou a bater nas portas certas? Bato até a porta cair ou desisto à primeira?". Teresa Ayres criou, entretanto, uma empresa de formação e consultoria.

O So Pitch procura ajudar os participantes a perceber qual o seu papel no mundo do empreendorismo. Yefer Mejias, de 22 anos, relembra que "foi uma experiência muito enriquecedora e única". O jovem natural de Vila Real acrescenta: "Através deste evento, descobri qual é o meu 'produto', quais as suas características e de que forma é que vou vendê-lo, entre outras coisas". Yefer teve muitas entrevistas de emprego no decorrer do concurso e considera que aprendeu muito com cada uma delas. "Em cada uma tirei sempre uma lição, que poderá ser sempre uma mais-valia para a próxima entrevista".

Durante o tempo do concurso, os candidatos têm de assumir o controlo do desenvolvimento da apresentação dos seus projetos. "A participação no So Pitch foi algo absolutamente memorável, ao ponto de desenvolver em mim capacidades de trabalho, organização, foco e criatividade", conta Hugo Fonseca, do Porto. A iniciativa é uma chamada à realidade do mundo do trabalho. "Considero o concurso uma etapa indispensável na formação dos jovens trabalhadores portugueses", diz o jovem de 24 anos. "No concurso têm a possibilidade de perceber o quanto estão ou não fora do contexto real de trabalho".

O So You Think You Can Pitch é uma iniciativa inovadora que, além de promover a pro-atividade dos candidatos, promovo interação com os empresários. As discussões, debates e apresentações lançam ideias de negócio e proporcionam "brainstormings" ricos em produtividade. "Foi uma experiência fabulosa do ponto de vista de troca de conhecimento com pessoas de variadas áreas", lembra Manuel Pereira, de 26 anos. "Senti que também nos prepara para as relações empresariais, pois conversei com muitos empregadores, o que me deu uma força e experiência superior para enfrentar o mundo", explica o jovem natural de Lisboa.

O projeto quer marcar a diferença e contribuir para a re-estruturação do mercado. "Vocês trouxeram para mim, uma nova forma de pensar e lidar com o mercado, e graça a vocês tenho lidado de forma mais positiva e atrativa e 'criativa', 'bola-prá-frente', nunca desistir", felicita José Rio, de 32 anos. O participante da edição de 2011 acrescenta: "É preciso novos in-puts como os vossos para que o otimismo nos liberte da inércia".

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