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A história de... Michelle Obama

A história de... Michelle Obama

É uma americana comum, nascida e criada num bairro pobre de Chicago. É agora a mulher do presidente- eleito dos EUA, a primeira-dama. O que não a impede de trocar beijos em público com o marido.

Por causa dos carinhos e beijos que troca em público com o marido, recentemente eleito presidente dos Estados Unidos da América, ou por causa das "toilettes" que escolhe para os momentos-chave da carreira de Barack Obama, a verdade é que Michelle está na moda. Tão na moda que, um dia destes, numa rádio portuguesa, passava o "Michelle, ma belle" dos Beatles apenas e só para justificar a leitura de um texto dedicado à nova primeira-dama da Casa Branca...

Simplicidade parece ser o substantivo que melhor qualifica a advogada de Chicago que também é a mulher de Barack Obama. No arranque da campanha eleitoral, o Mundo ficou a saber, pela voz dela, que Barack é, afinal de contas, um homem com características comuns ao mais comum dos homens: ressona, tem mau hálito matinal, nunca guarda a manteiga no frigorífico e espalha as meias pela casa.

Em plena campanha - em que ela própria participou, fazendo a "dobra" do marido pelos "swing states" e recorrendo sempre ao discurso de mãe e mulher do candidato, nunca de profissional da política - Michelle deixou todos os estilistas espantados pela facilidade com que desencantava vestidos de 30 dólares que, conjugados com colares de pérolas, se comparavam tranquilamente com os "tailleurs" da alta costura de Sarah Palin ou de Cindy McCain. Nos sites e blogues da especialidade, vai longa a discussão em torno do que poderá Michelle vestir a 20 de Janeiro, dia em que Barack tomará posse como presidente.

Sem estilista pessoal - e não é crível que venha a tê-lo nos próximos quatro anos -, Michelle mostra-se uma americana normal, reforçando a ideia da família norte-americana comum que o marido cultivou e desenvolveu durante meses e meses.

Nasceu e cresceu num bairro pobre e negro de Chicago e estudou, Sociologia e Direito, em Princeton e em Harvard. De regresso a Chicago, trabalhou num famoso escritório de advogados, onde conheceu Barack, um amor com quem decidiu partilhar a vida, a partir de 1992, e enfrentar a maternidade. Sendo uma mulher comum, não espanta que a mãe, Marian Robinson, vá também viver para Washington. Malia e Sasha, as duas meninas de 10 e 7 anos filhas de Michele e Barack, receberam os cuidados da avó durante as contínuas ausências dos pais, durante a campanha. E, a partir de 2009, os compromissos sociais da primeira-dama não serão desprezíveis.

O quadro da família comum só fica completo com o comportamento, em público, do casal. Michele e Barack trocam olhares cúmplices a todo o instante, falam ao ouvido um do outro, sorriem, trocam carícias e beijam-se. Algo muito pouco comum, após 16 anos de casamento, mesmo para quem é presidente dos Estados Unidos da América, ou para quem é a sua mulher e assume que não vai intrometer-se na Administração democrata, prometendo apenas exercer em pleno o seu papel de "mãe-em-chefe".

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